7.4.10

Bom pegar a estrada

E, se for para encontrar com a "Turma de Lavras", é perfeito!












Fotos tiradas no trajeto Pelotas/Chuí, passando pela Reserva do Taim.
Retas planas intermináveis...

6.4.10

A queda






"Já compararam o ato de apaixonar-se com jogar-se de um abismo: você sabe
que a queda é dolorosa, mas a sensação de pular, o frio na barriga, o vento no rosto, o sentir-se vivo, inteiro, faz tal loucura valer pena. Você está sozinho e procura por alguém. Fato: o ser humano não sabe ser sozinho. Procura sua metade, alguém que lhe faça bem, que o complete. Mas nessa busca (que não é fácil, muitos sequer conseguem terminar essa jornada) você acaba se deparando com questões complexas, como ‘O que eu realmente quero?’.
♥
Mas vamos supor que você encontrou alguém. E você está naquela situação, empolgado, na beira do abismo, borboletas na barriga e tem que se decidir: pulo ou não pulo? O céu azul, o vento no rosto, a liberdade... Parece que uma força te puxa, te chama, diz ‘Pule, seja feliz!’.
♥
E é nessa hora que você pode escolher. Pois sim, existe um determinado momento em que a gente escolhe se vai ou se fica, se damos a cara à tapa ou se puxamos o freio, se pulamos no abismo ou se damos meia volta.
A partir daí, sinto lhe informar, é por sua conta e risco.
♥
E, normalmente, a gente pula. Sem verificar se existe rede de proteção, se temos asas, se sobreviveremos à queda. Pensamos apenas no céu azul, no vento no rosto, nas borboletas na barriga. Aquela sensação! Ahhhh, aquela sensação vale tudo!
♥
Mas, muitas vezes, nos estabacamos no chão. Com força! E ficamos ali, machucados, expostos, desprotegidos... E dói. Dói muito. Até mesmo nos esquecemos que sentir aquela dor era um risco que estávamos dispostos a correr. E praguejamos, choramos, sofremos. Amaldiçoamos o abismo, o frio na espinha, as borboletas na barriga. Malditas borboletas, infelizes borboletas! Juramos que nunca mais, NUNCA MAIS vamos sofrer daquele jeito. Não vale a pena!
♥
E juntamos nossos caquinhos, nos remontamos, nos reerguemos. Pois apesar de não nos acharmos capazes, nós sempre sobrevivemos. É nosso instinto, é humano.
Podemos nos refazer e ressurgir das cinzas.
♥
Seguimos nossas vidas. Observamos as pessoas à nossas volta, deixamos que o tempo se encarregue de colocar as coisas no devido lugar. Até que num belo dia a lembrança daquela dor ficou pra trás. Estamos refeitos, trilhando o nosso caminho, a vida novamente nos eixos. E então surge um novo alguém que nos convida para um passeio...
♥
Empolgação, felicidade e, sem nos darmos conta, estamos ali novamente, na beira do abismo, apreciando aquele maravilhoso céu azul, o vento batendo em nosso rosto, o frio na espinha, as borboletas na barriga... Ah, as borboletas na barriga! Que sensação maravilhosa!
♥
E é nessa hora que você pode escolher. E então você pula novamente!
Afinal, você pode voar!"







.

31.3.10

Dourado

Comecei a assistir o BBB10 há poucas semanas e simpatizei de cara com o Dourado.
Foi quando comecei a prestar atenção em tudo o que tem sido publicado sobre ele. Por exemplo, que ele seria machista, homofóbico e nazista... Que estranho, que exagero!
Virou o BBB das grandes polêmicas, do bem contra o mal, dos homo contra os heterossexuais, dos pobres contra os ricos, dos gremistas contra os colorados! Heheheh!
Muito louco rotularem o Dourado de tantas coisas, em tão pouco tempo!
Ele é só um rapaz, como outros tantos. Gaúcho, colorado, engraçado...
Além disso, o BBB é só um programa de TV. Se tem tanta repercussão é porque mostra a intimidade das pessoas. E, de perto, ninguém é normal.
Não votei, mas torci pra ele ganhar.

Origami

.
nem sempre somos
o que queremos ser.

um dia,
pássaros.

um dia,
papel amassado
no chão

(somos as dobraduras da vida)


Mary / Imagem daqui


30.3.10

Pausa para um café

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Tenho ficado mais em casa do que o habitual, neste mês de março e, por causa disso, assistido mais TV, mesmo que seja enquanto faço outras coisas. E tenho ficado muito mais tempo na Internet.

Moral da história: BBB10, Isabella Nardoni, Santo Daime, Dilma Roussef, José Serra, pré sal, enchentes, volta às aulas, Páscoa, o Ricky Martin que assumiu que é gay, e todo o tipo de informação aleatória chega aos meus ouvidos sem a devida profundidade, porque não consigo sentar e prestar atenção, ou ler a respeito para entender tudo como deveria. Além disso acho que a mídia se dedica muito mais em "repercutir" opiniões apaixonadas e equivocadas do que promover o senso crítico dos leitores.

Para completar, tudo isso e mais um pouco é comentado no Twitter e nos blogs, fazendo uma verdadeira salada de frutas com todas estas coisas! E eu fico com a sensação de que as pessoas acham mais importante descobrir se o Dourado é mesmo nazista e homofóbico (?!) do que os rumos da campanha presidencial, por exemplo...

De qualquer forma, tenho dado boas risadas! É muito divertido ler coisas como "Hj sai a decisão do caso Nardoni. Voto pela eliminação do Alexandre. Quero a Ana Jatobá na final c/ o Dourado".

Sei lá. Tá tudo muito confuso. Vou ali, tomar um café, e já volto.
Ah! Antes que eu esqueça: tem paredão, hoje. Grande final.


Diálogo

.
- Podia-me dizer, por favor, qual é o caminho para sair daqui? perguntou Alice.
- Isso depende muito do lugar para onde você quer ir, disse o Gato.
- Não me importa muito onde... disse Alice.
- Então não importa o caminho que você escolha, disse o Gato.

* Alice no País das Maravilhas

(* Ou Ana, na Terapia.)



Chico Xavier

Quero muito assistir!


29.3.10

Fotos

.



O Pedro adora fotografar! Agora ele comprou uma máquina bacana e criou sua página no Flickr!
Claro que vou acompanhar seus posts e seus registros!
Tenho certeza que vem muita foto bonita por aí!

Coisas que eu adoro!

-> Para ampliar, clique na imagem!

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.1. Quarto com decoração bem pessoal. Afinal, este é o lugar mais "nosso" da casa.
.2. Uma ducha no pátio.
.3. Amo quarto nessa cor!
.4. Recantos: plantas, cadeiras, lugar para tomar sol.
.5. Piscina. Pode ser pequeninha, só para dar o "clima" de verão, lazer!
.6. Cores, flores, criatividade.
.7. Mesa de refeições ao ar livre. Um luxo!
.8. Um lugar para bater papo, beber alguma coisa.
.9. Um pouco de artesanato. Algumas telas.
10. Mesinhas, recantos, lugares.
11. Móveis coloridos, muitos tapetes.
12. Mil prateleiras, muitas louças charmosas.
13. Móveis antigos, reciclagens, invenções. Deixam a casa com a nossa cara.
14. Móveis rústicos e uma lareira.

-> Tirei as fotos de vários sites, a maioria deles está linkada aqui.


28.3.10

Aniversário da Luciane


Ela é daquelas pessoas que passam tranquilidade, segurança, calma...
É delicada, elegante, querida demais.
Adoro os comentários que ela deixa no Roccana. Adoro encontrar com ela e ver que está cada vez mais bonita!
Nesta foto está com o Zé Renato e suas filhas, Isadora e Valentina.
Que ela seja sempre, muito feliz!

-> Leiam a sua opinião sobre amamentação aqui e conheçam um pouquinho da Luciane!

Transgredir



«Viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom.»


"O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá status, a idade que devemos aparentar.

«Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio,
renunciar ao inesperado.
»

"O filósofo Mario Sergio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios — tem um punhado de coisas que eu não faço”. Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos. Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos”. O certo ou o “certo” pode até ser bom. Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso."

(Leila Ferreira)

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Cotidiano

o trabalho de casa é árduo, repetitivo, chato
lava roupa, estende roupa, passa roupa
lava louça, cozinha, lava louça, limpa fogão
varre, tira o pó, ajeita as almofadas
lustra, encera, perfuma, enfeita
limpa banheiro, estende toalhas, vê se tem papel
estende cama, guarda as roupas, organiza...
compra comida, abastece a geladeira, frutas na mesa
pão quentinho, água na planta, grama cortada
lixo no lixo, casa arrumada, cortinas, água gelada
pra quê?
pra tudo ficar mais bonito, a vida ficar mais leve
porque lá fora tá tudo tão feio, tão sujo, tão mal cuidado
que pelo menos, aqui, minha casa, meu lar, seja meu lugar de paz


27.3.10

Beijos de língua

Adélia Prado



Hoje eu saltei
de cima dos meus sonhos
E ainda não entendo porque não morri.

Olhei e vi
Vi e senti
Senti e me doí
E de dor saltei

Como encarar
Como negar
Como viver
Aquilo que não posso antever?

Saltei na esperança
de abrir a boca,
soltar a lingua
beijar o vento
morrer nos sonhos
Pra viver feliz.

.

Padrão de beleza. Que pena...

.


(Link da imagem)

Pelofobia - "Parece um pesadelo. E é."
Por isso e por muito mais, sou fã do Ivan Martins:

"Por causa das revistas de mulheres peladas, por causa de fotos das artistas de TV e do cinema – todas profissionais do corpo, não esqueçam – as mulheres normais foram sendo pressionadas, nos últimos 10 ou 20 anos, a cuidarem do próprio corpo como trabalhassem em boate.

Acho, inclusive, que essa última onda depilatória radical – que as próprias mulheres afirmam ser dolorosa, degradante, cara e terrivelmente trabalhosa – decorre recentemente da popularização dos filmes pornôs.

Em que outras circunstâncias se encontram mulheres totalmente preparadas para a micro-exploração minuciosa e impiedosa das câmeras?

Essa não é uma estética normal e nem muito menos lógica, mas assim é tratada quando se tenta discutir os assunto com as próprias mulheres e com os homens mais jovens, educados esteticamente pelos filmes da Sasha Gray.

Mas quem diz que um púbis sem pelos é mais bonito que um púbis com pelos? Quem diz que um tufo de pelos em baixo do braço é “nojento”? De onde veio essa ojeriza?

Para mim, isso tudo parece uma deformação, um exagero, uma burca ao inverso que as garotas assumem (ou vestem) como se fosse a coisa mais natural do mundo.

A lavagem cerebral está completa quando a exigência deixa de ser imposta de fora (pelos homens, pela moda ou por quem quer que seja) e passa a ser uma demanda interior das próprias mulheres, que já não se imaginam ou se toleram de outra forma que não seja ultradepiladas. Então passam a policiar as outras, transmitindo “a doença” de uma forma epidêmica.

Se algumas delas está fora do padrão vai ser olhada de lado não apenas pelos homens (supostos beneficiários finais da coqueteria feminina), mas sobretudo pelas próprias mulheres, as fiscais mais exigentes do corpo e do comportamento umas das outras.

O resultado disso é uma onda crescente de insegurança íntima: será que eu estou depilada o suficiente, ou pintada o suficiente, ou magra o suficiente, ou bronzeada o suficiente, ou durinha o suficiente para provocar o desejo dos homens e a aprovação das outras mulheres?

Parece um pesadelo, e é."


Matéria na íntegra na Revista Época.

Sentimentos mínimos

.

"As mulheres dão atenção a detalhes, a coisinhas. A agulhas, linhas, botões, caixas, miçangas. Será porque nas cavernas os homens saiam para caçar, ver o mundo, e ficávamos ali coletando pedrinhas, ossinhos, sementes? Ao mesmo tempo, a visão aparente de "pouco alcance" nos dá concentração para a imensa paisagem interior, onde se estendem afetos, o amor como um lençol gigante, a estrada sem fim da emoção... Enquanto enfiamos miçangas na linha, os pensamentos voam. Mergulhamos na interioridade nestes momentos aparentemente ingênuos e, de certa forma,...artesanais. Para mim é o artesanato do pensamento, assim como a escrita que se destina ao mundo, mas primeiro, antes de tudo, é um enfiar de letrinhas, como contas, miçangas, no "papel" em branco. Às vezes faço colares de pensamentos. Pequenos pensamentos, aparentemente sem importância, mas sinto cada pedrinha que se move dentro de mim. Certas impressões revelamos a poucos. O atrito é muito delicado..."

Texto Célia Musilli / Imagem daqui

26.3.10

Chocolate

Lambuzado ou requintado.
Como resistir?


Fotos de Janne Peters

Questões




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"De que filho a senhora gosta mais?

- Do pequeno, até que cresça; do ausente, até que volte; do doente, até que sare."


(Provérbio árabe / Vi no perfil da Sandrinha, minha prima, no Orkut.)

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