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15.9.26

Pense


"A vida não quer ser apenas suportada. 
Não quer ser adiada para quando você tiver mais dinheiro, mais tempo, menos medo."
Porque sempre tem uma questão, uma dificuldade, uma providência a ser tomada.
E os dias vão passando...

28.8.26

Ah, pois é...


Sempre penso nisso.
Qual o melhor jeito de viver o "agora"?
Confesso que morar longe dos meus filhos e netos me dá uma
sensação de "tempo perdido"... Saudade dói.
As outras questões estão bem resolvidas.

20.8.26

Precisamos, mesmo, disso? De botox, procedimentos, harmonizações, cirurgias plásticas?


O vídeo acima (Emma Zeck) provocou essa importante reflexão da Renata Oliva:
"Você sabem que defendo a feminilidade, a beleza como virtude. Acredito que devamos sim nos cuidar muito bem e zelar pela aparência, buscando harmonia, equilíbrio e radiância. Mas eu não vou dizer que esse vídeo não falou umas boas verdades. Eu não vou ser a blogueirinha que em busca de agradar uma bolha específica, deixe de crítica quando precisa ser.

Uma coisa é cuidar de si. Outra coisa muito diferente, é ser escrava do sistema. E pior, um sistema que se apoia na carência e na necessidade de validação da mulher atual.

A mulher não tá cuidando de si. Muitas estão tentando corrigir a própria existência. E eu acho muito triste o que fizeram com a mulher.

Fizeram a gente acreditar que envelhecer é uma tragédia, que ter celulite é desleixo, que ter linha de expressão é abandono, que ter poros é defeito, que ter barriga é fracasso, que ter um corpo que parece um corpo humano é quase uma afronta.

E o pior é que venderam tudo isso com o nome de “autocuidado”. Mas esse “autocuidado” tem raiz num lugar tenebroso: a rejeição.

A necessidade de ser amada, de se equiparar, não de não ficar pra trás, de ser escolhida, de estar em evidência; de não ser trocada, de ficar parecida com a fulana, e completa ausência de identidade, tem fomentado o maior mercado de todos os tempos. O mercado da ilusão feminina de ser especial. De ser a mais bonita… porque um dia você acreditou que beleza põe mesa.

Se pergunte: e se ninguém pudesse ver?
Se não existisse Instagram, se não existisse foto, se não existisse story, se você nunca pudesse postar o antes e depois, se ninguém soubesse que você fez aquele procedimento, você ainda faria metade do que faz?

Sua resposta diz muita coisa.
90% não é sobre beleza.
É sobre ter atenção.
Sobre ser desejada.
Sobre ser escolhida.
Sobre validação.
Sobre não se sentir inferior à próxima mulher que aparecer na tela.

E é aqui que tudo fica ainda mais absurdo.

Mulheres estão literalmente cortando o próprio corpo, injetando substâncias no rosto, alterando traços, vivendo com fome, se endividando, sofrendo dor, tudo para alcançar um padrão que muda a cada poucos anos."

Renata Oliva 

"Mulheres estão literalmente cortando o próprio corpo,
injetando substâncias no rosto, alterando traços, vivendo com fome,
se endividando, sofrendo dor,
tudo para alcançar um padrão que muda a cada poucos anos."

"Fizeram a gente acreditar que envelhecer é uma tragédia, 
que ter celulite é desleixo, que ter linha de expressão é abandono, 
que ter poros é defeito, que ter barriga é fracasso, 
que ter um corpo que parece um corpo humano é quase uma afronta."


Imagens do Pinterest.

20.5.26

Inverno, Memória e Pertencimento:

      entre a poesia e a crueldade do frio
.
"Assim que a primeira onda de frio chegou ao Rio Grande do Sul neste início de maio de 2026 (o inverno só começa oficialmente em 21 de junho), eu tive a sensação de que o tempo havia aberto uma velha gaveta da memória. Bastou o vento gelado começar a riscar os dias e o cheiro da lenha queimando reaparecer no ar para que eu voltasse, sem pedir licença, à infância dividida entre o Oeste do Paraná e a região das Missões.

Sou filho de pais gaúchos, nascido na comunidade de Santa Cecília, município de Missal, no interior do Paraná, onde vivi até os dezesseis anos. Em dezembro de 1992, como fazíamos todos os anos, viemos passar as férias de verão em Sete de Setembro, então pertencente ao município de Guarani das Missões. Ali acabei ficando, acolhido pelo tio Wilson, irmão de minha mãe, e por sua esposa, tia Lourdes. Em 1994, meus pais retornaram definitivamente ao Rio Grande do Sul, trazendo a mudança na carroceria do caminhão e uma vida inteira de afetos apertados entre caixas de papelão. Antes disso, eu já conhecia o frio gaúcho pelas férias escolares de julho na casa dos tios e tias – em Sete de Setembro, Santo Ângelo, Giruá, Guarani das Missões, São Paulo das Missões –, pelos galpões cheirando a fumaça e pelos cobertores de pena de ganso da casa dos avós maternos.

A infância, para mim, sempre teve temperatura baixa. Mesmo no Paraná, onde os invernos eram menos rigorosos do que no Rio Grande do Sul, havia geadas suficientes para transformar o amanhecer em espetáculo. Eu lembro da grama branca no quintal, das mãos aquecendo no fogão a lenha, da água chiando na chaleira e do leite fervendo devagar enquanto o rádio anunciava mais uma frente fria vinda do Sul. A casa em Portão do Ocoy – minha infância e parte da adolescência foram vividas entre Santa Cecília, Dom Armando e Portão do Ocoy –, Missal, era confortável. Não havia luxo, mas havia alegria e aconchego — e isso, descobri mais tarde, vale muito. O inverno não significava sofrimento; significava proximidade. Era a estação em que a família parecia se recolher para dentro dela mesma.

Minha mãe, professora, assava pão caseiro nas tardes frias dos finais de semana. Meu pai cuidava do fogo como quem vigia um patrimônio sagrado. O cheiro da madeira queimando se misturava ao do café recém passado e da roupa secando perto do fogão. Até hoje, nenhum aquecedor conseguiu reproduzir a sensação daquele calor amigo. Havia um ritual silencioso nos invernos da minha infância: fechar as janelas cedo, preparar a água quente para o chimarrão, ouvir o vento assobiar e perceber que, lá fora, o frio era quase um personagem rondando a casa.

Nas férias passadas nas Missões, no Rio Grande do Sul, o inverno tinha outra densidade. Parecia mais sério, mais encorpado, mas não menos poético. Os adultos falavam da geada como quem comenta um acontecimento importante. As madrugadas eram tão frias que a fumaça da respiração parecia querer ficar suspensa no ar. Eu me lembro dos galos cantando antes do amanhecer e da cerração cobrindo as estradas de chão. Lembro dos pés congelando no assoalho de madeira e da corrida até a cozinha para encontrar o fogão já aceso pela vó. Talvez tenha sido ali que nasceu minha paixão definitiva pelas estações bem – ou mais ou menos – definidas. Crescer entre o Paraná e o Rio Grande do Sul me ensinou que o clima também constrói identidade. O verão tinha sua alegria espalhafatosa, mas era no inverno que a vida parecia ganhar profundidade. As conversas duravam mais. As refeições reuniam mais gente em volta da mesa. O silêncio da noite fria trazia uma espécie de introspecção boa, dessas que ajudam a gente a se enxergar melhor.

Quando voltamos definitivamente ao Rio Grande do Sul, naquele início dos anos 1990, alguns parentes e amigos dos meus pais estavam fazendo o caminho contrário. Muita gente vendia o que aqui tinha e saía do Estado em busca de ampliar suas oportunidades no centro-oeste. Nós retornávamos carregando saudade e pertencimento. Eu era adolescente e poderia ter encarado aquilo como perda, mas não foi assim. O frio das manhãs gaúchas me dava a sensação estranha de estar em casa antes mesmo de eu compreender totalmente o que era pertencimento.

Já adulto, a vida também me ofereceu oportunidades de sair do Sul. Algumas eram tentadoras. Havia promessas de crescimento profissional em regiões onde o inverno praticamente não existia, onde julho parecia uma continuação cansada de março. Pensei muitas vezes. Pesei salário, estabilidade, futuro. Mas nunca consegui ignorar o peso afetivo das estações na minha vida. Pode parecer exagero para quem não sente isso, mas há pessoas que precisam do inverno como outras precisam do mar. Eu precisava da neblina nas manhãs, dos ventos cortantes em dias de céu azul, do cheiro de chuva fria chegando, das árvores perdendo folhas, da sensação de recolhimento que o frio traz. Permanecer no Rio Grande do Sul foi também uma escolha emocional.

O inverno também nos obriga a desacelerar num tempo em que tudo parece funcionar em velocidade excessiva. Talvez seja por isso que eu goste tanto dele. Há uma honestidade no frio que o verão não possui. Nos dias gelados, ninguém consegue fingir invulnerabilidade por muito tempo. O corpo pede pausa, recolhimento, abrigo. A gente aprende a respeitar limites simples: o horário em que a noite chega mais cedo, o banho quente que vira recompensa, a necessidade de estar perto de alguém ou de alguma lembrança que aqueça. O inverno reduz os excessos e valoriza o essencial. Uma caneca quente entre as mãos pode significar mais conforto do que muitos luxos acumulados ao longo do ano.

Com o passar dos anos, percebi também que o inverno tem uma relação profunda com a memória. Existem cheiros que só aparecem nessa época e que funcionam como portas invisíveis para o passado. O aroma da lenha queimando, da roupa guardada por meses no armário, do café passado e do chimarrão cevado ainda no escuro da manhã, tudo isso desperta lembranças que estavam quietas dentro da gente. Talvez porque o frio nos torne mais introspectivos, mais atentos ao que sentimos. No verão, a vida parece acontecer para fora; no inverno, ela acontece por dentro. E nesse movimento interior, reencontramos pessoas que já partiram, casas que já não existem e versões antigas de nós mesmos que permanecem vivas em algum canto da memória.

Há ainda uma beleza silenciosa na paisagem do inverno gaúcho que sempre me emociona. A cerração cobrindo os campos, as árvores despidas ou as que só dão frutos nesta estação, o brilho branco da geada antes do sol nascer, tudo parece lembrar que a natureza também possui seus períodos de recolhimento e pausa.

Vivemos numa época em que se cobra produtividade permanente, entusiasmo constante, felicidade exibida o tempo inteiro. O inverno ensina justamente o contrário: ensina que existem ciclos de silêncio, de espera e de interiorização que também são necessários para florescer depois. Talvez seja essa a grande lição da estação mais fria do ano — a de que até a vida precisa, às vezes, diminuir o ritmo para continuar pulsando com verdade.

Claro que existe certa romantização no olhar de quem viveu o inverno cercado de proteção. Hoje, quando a primeira massa polar de 2026 derruba as temperaturas e as redes sociais e os grupos de mensagens se enchem de fotos de cafés especiais e cobertores felpudos, eu penso muito em quem enfrenta essa mesma estação de maneira brutal. O frio é poético quando existe estrutura. Fora disso, ele pode ser cruel.

Há uma diferença imensa entre apreciar o inverno e sobreviver a ele. Quem tem casa aquecida transforma a estação em experiência sensorial: sopa fumegante, vinho, pinhão, pantufas, filmes, silêncio confortável. Já quem vive em moradias precárias sente o frio entrando pelas frestas como uma agressão contínua. Enquanto alguns comemoram a chegada das temperaturas baixas, outros contam cobertores, improvisam abrigo ou aquecimento e atravessam madrugadas inteiras sem dormir direito.

Talvez por isso o inverno seja a estação mais humana de todas, porque ele escancara desigualdades. O calor excessivo incomoda a todos, mas o frio seleciona seus alvos com mais violência. Ele pune quem não tem teto adequado, agasalho, comida quente. E isso muda completamente a maneira como olhamos para ele.

Ainda assim, continuo esperando o inverno todos os anos. Não apenas pelo conforto das lembranças, mas porque ele me devolve partes de mim mesmo. Há algo de profundamente emocional em ouvir o vento minuano soprando à noite e lembrar do menino que corria sobre a grama branca no interior do Paraná, que passava férias nas Missões, que dormia ouvindo a madeira estalar no fogão a lenha dos avós. O frio tem esse poder estranho de conservar memórias como quem preserva brasas sob a cinza.

Nesta primeira onda de frio de 2026, enquanto o Rio Grande do Sul amanhece outra vez sob os impactos das baixas temperaturas, eu percebo que algumas escolhas da vida foram feitas menos pela razão do que pelos afetos. Permaneci aqui porque aprendi cedo que certas paisagens climáticas também viram morada emocional. E porque, apesar dos dissabores que o inverno inevitavelmente carrega, ainda encontro nele uma forma antiga de aconchego — aquela mesma que começou muitos anos atrás, entre o interior de Missal e as Missões, diante de um fogão a lenha aceso antes do amanhecer."

Por Cristiano Goldschmidt, 14 de maio de 2026.


"O inverno ensina que existem ciclos de silêncio, de espera e
 de interiorização que também são necessários para florescer depois. 
Talvez seja essa a grande lição da estação mais fria do ano — 
a de que até a vida precisa, às vezes, 
diminuir o ritmo para continuar pulsando com verdade."



7.5.26

"Escolha viver uma vida simples"


 Neste vídeo, Fernando Conrado fala sobre nossas escolhas de vida 
e de como podemos nos perder pelo caminho...
Se não tomarmos cuidado, passaremos a viver uma "vida fútil"!
Assista! Prometo que vai valer a pena!

8.4.26

Memórias

"A vida não é feita apenas de dias que passam, mas de histórias que ficam. Cada escolha, cada momento vivido, cada decisão tomada vai se transformando em memória, em algo que você vai carregar por anos. Por isso, viver não é só existir, é construir lembranças que façam sentido, que tragam significado quando você olhar para trás. O tempo não volta, mas as histórias ficam — e são elas que vão contar quem você foi.

Muitas vezes, a gente se perde no automático, preocupado com o depois, com o futuro, com o que ainda nem aconteceu. E nesse processo, deixa escapar o agora, que é justamente onde as boas memórias nascem. Não são só grandes eventos que marcam, mas os pequenos momentos vividos com presença, com verdade, com intenção. É no simples bem vivido que surgem as recordações mais valiosas, aquelas que resistem ao tempo e continuam fazendo sentido mesmo muitos anos depois.

No fim, chega um momento em que tudo o que você tem são as histórias que construiu. E isso muda a forma como você enxerga o presente. Porque cada dia é uma oportunidade de criar algo que vai valer a pena lembrar. Não se trata de perfeição, mas de consciência ao viver. Se um dia você será feito das suas memórias, será que o que você está vivendo hoje merece ser lembrado com orgulho?"

 anabeatriz11

3.1.26

Jogo da Vida


"Quando a gente percebe que o que importa está dentro e não fora,
a gente avança muitas casas no jogo da vida."

Mônica Salgado

22.12.25

Natal, "a saudade de uma noite antiga"...


"natal é saudade de uma noite antiga, as crianças de olhos arregalados procurando papai noel entre as estrelas que brilhavam muito mais sobre a cidade do interior, o céu exuberante iluminando os sonhos dos grandes e dos pequenos; de repente, gritos de alegria, a excitação saltando entre nós que víamos, num relance, a nuvem-trenó, olha, olha, ele está chegando!, e logo apareciam os pacotes coloridos, a árvore generosa presenteando a inocência dos nossos desejos e plantando - eu ainda não sabia - a saudade de uma noite antiga."

Silvana Tavano 

16.12.25


"O mundo inteiro é uma sequência de milagres, 
mas estamos tão acostumados com eles que os chamamos de coisas comuns."

 Hans Christian Andersen 

13.11.25

Futuro


Isso também diz respeito ao agronegócio.
E foram tantas as abordagens, nesse Universo Pecuária...

30.10.25

Pois é


"Já reparou que o GPS nunca diz “você errou o caminho”? 
Ele diz “recalculando a rota”! 
Não se cobre tanto pelos desvios, apenas ajuste a rota e siga em frente!"

4.9.25

As vezes são apenas desculpas que encontramos para não fazer o que precisa ser feito.
E digo isso com uma lista de horários marcados e coisas que providenciei, nos últimos dias...
Está fluindo.

Link

25.8.25

Que assim seja

"Senhor, livra-me das coisas que não tem nada de bom ou ruim, nada de bem ou de mal. Livra-me de tudo que é vazio, sem alma, deserto ou desprovido de encanto. Livra-me do que é isento de magia, sejam pessoas, dias, sonhos, projetos ou afetos. Livra-me dos sentimentos fracos, desses que não têm força suficiente pra chegar quente ao coração. Livra-me dos toques sem sentido, dos abraços frouxos, dos olhares rasos e dos sorrisos amarelos. Livra-me dos se, dos talvez e dos quem sabe, que só servem pra roubar minha atenção, me desviar do foco, me dispersar do objetivo. Livra-me de um vida mais ou menos, dos pensamentos ocos; do trabalho sem paixão; dos amores sem emoção e do café morno! Amém!"
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