Frio + Sol?
Não quero outra vida...
Não quero outra vida...
Tem uma hora que para de chover, que a luz volta, que as coisas melhoram, que a esperança se renova, que o nossa cara, no espelho, sorri.Tem uma hora que reclamar não faz sentido, que atitudes é que podem fazer alguma diferença.Tem uma hora que a gente se dá conta que o tempo passa rápido demais e que a vida é tão boa, para ser desperdiçada com coisas que simplesmente não podemos mudar.O que não significa ficar acomodado ou inerte. Façamos a nossa parte. Inclusive na hora de escolher em quem votaremos, em outubro. Porque política impacta a nossa vida, sim! E a gente vem se arrastando num país que tem nos desencantado de todas as formas, em todos os "poderes": executivo, legislativo e judiciário!Enquanto a gente se conformar com o que estamos presenciando, tudo vai continuar como está.Resumindo, façamos o melhor com o que temos, sem nunca desistir da mudança. Sem nunca desistir de lutar.E sem políticos de estimação.
"Das duas uma: ou está muito confortável ou ainda não ficou desconfortável o bastante.Mas cuidado, porque a conta do medinho e da preguiça sempre chega com juros abusivos. Se você não se posicionar, terá que se contentar com o lugar que os outros escolherem para você (e não há nada mais humilhante do que tentar caber em um espaço apertado demais).O Brasil não vai mudar por inércia. Ou você levanta a cabeça, assume a responsabilidade de disputar essa trincheira e defende os seus valores e ideais, ou a mediocridade irá trilhar o caminho que ficou vago.Para que o mal triunfe, basta que os homens de bem não façam nada!"
Toda manhã eu me levanto cedo,
Vou lavando a cara, água no fogão
Boto o rádio numa FM
Dessas que se perdem por um milongão
Lá vem o Jayme declamando uns versos
Se eu tava disperso, já não to mais não
Um Guarany vem me contar segredos
E eu percebo as coisas que tenho na mão
Eu sinto em mim uma Felicidade
Que só Lupicínio pôde descrever
Veio do campo, ganhou a cidade
E eu sei que me invade meio sem querer
Quero domingo uma guerra santa
Pra incendiar o "Porto", que vai ter Grenal
Enquanto isso nos fundões do estado
A plateia vibra "nalgum" festival
Rica essa terra que vem qual enchente
Carregando a gente pra tanto lugar
Olha dois "loco" tangueando tragédias
Nos mostrando a Sbórnia que há no seu cantar
Coisa mais linda ter um Silva Rillo
Pra rodar seu canto por todo Brasil
Fazendo rima com essa força "loca"
Que verte da boca dos irmãos Ramil
Vi como o mundo fica diferente
Quando a alma sente o cantar da Elis
Vi como o Oscar quase achou seu trilho
Rumando pra serra do sul do País
Água ferveu, vou esquentar de novo
Mas vi que este povo tem amor ao chão
E eu sigo ao tranco dessa FM
Que quase se espreme noutro milongão!
A Semana Farroupilha terminou com uma noite de muito vento e granizo, em Lavras. Amanhecemos sem luz e com notícias desse tipo:"Um forte temporal com rajadas de vento de até 106 km/h atingiu o Rio Grande do Sul na madrugada desta segunda-feira (21) e provocou estragos em diferentes regiões do estado. Um prédio desabou em Pelotas, um adolescente foi arrastado pela água em Santa Maria e houve registros de destelhamentos e quedas de árvores. Quase 900 mil consumidores também foram afetados pela falta de energia elétrica."Chegamos na Querência depois de atravessar o arroio cheio, mas graças a Deus estava tudo calmo, sem nenhum estrago ou falta de luz.Em Pelotas foi muito sério, mas soube notícias e meus amores estão bem e em segurança. Obrigada, São José!
"Existe uma fase da vida em que o espelho começa a nos tratar com uma sinceridade quase ofensiva.Os cabelos debandam discretamente. Os joelhos passam a emitir boletins sonoros. A memória, às vezes, resolve brincar de esconde-esconde justamente com o nome daquela pessoa que acabamos de encontrar no supermercado.E há também o fenômeno mais cruel de todos: levantar da cadeira emitindo um “opa!” involuntário… como se a coluna precisasse de autorização verbal para funcionar.Mas talvez exista uma beleza secreta nisso tudo.Porque, enquanto o corpo vai lentamente negociando limites com o tempo, a alma, curiosamente, começa a ficar maior. Mais generosa. Mais paciente. Mais humana.Chega uma idade em que já não precisamos vencer discussões inúteis. Nem provar inteligência. Nem disputar importância. A vida finalmente nos ensina que certos troféus pesam mais do que valem.Então começamos a trocar pressa por presença.E isso muda tudo.O café deixa de ser apenas café. Vira cerimônia. Vira encontro. Vira desculpa para conversar sem relógio.As amizades antigas ganham um brilho raro.Porque sobreviveram às décadas, aos desencontros, às mudanças, às perdas, às teimosias e até às opiniões políticas, milagre estatisticamente improvável para homens acima dos setenta, especialmente em grupos de WhatsApp.E o amor… Ah, o amor também muda.Já não precisa incendiar o mundo. Basta aquecer o coração.Às vezes ele chega na forma de uma mensagem simples: “Você está bem?” E pronto. Aquilo ilumina o dia inteiro.Descobrimos também que aventura, na maturidade, ganhou novos significados.Dormir a noite inteira sem acordar duas vezes para ir ao banheiro virou quase uma experiência transcendental. Encontrar um exame médico com todos os índices normais provoca emoção semelhante à conquista de uma Copa do Mundo. E viajar sem esquecer os remédios já pode ser considerado um ato de ousadia internacional.Mas existe algo profundamente épico em continuar vivendo com ternura apesar de tudo. Apesar das ausências. Apesar das despedidas. Apesar dos amigos que partiram cedo demais e deixaram cadeiras vazias em nossas mesas e silêncios difíceis de explicar.Ainda assim, continuamos marcando encontros. Planejando viagens. Rindo das mesmas histórias. Inventando motivos para celebrar aniversários. Plantando ipês brancos em algum canto da memória.Talvez seja isso que sustenta o mundo sem que a gente perceba: homens e mulheres comuns insistindo delicadamente em continuar amando a vida.Porque envelhecer não é desaparecer.É diminuir o barulho externo para escutar melhor o essencial.É descobrir que felicidade talvez nunca tenha sido uma linha de chegada. Era apenas aquela conversa boa depois do almoço, o telefonema inesperado, o abraço demorado, o amigo que ainda lembra do seu apelido de juventude e a mesa onde alguém sempre guarda um lugar para você.No fim das contas, talvez a grande vitória da maturidade seja esta: aprender que a vida não precisa mais correr.Agora ela pode apenas sentar conosco à mesa."