Não resisto aos memes do Instagram!
A foto foi tirada no dia em que fiz cabelo (Yasmin) e maquiagem (Fabi).
"Minha história com a lã começou muito antes de existir o ateliê. Começou na zona rural em Lavras do Sul, onde cresci livre, entre animais, campo e natureza.Na minha infância, tinha meus guachos que eu mesma cuidava, tomava banho de arroio e passava muito tempo vivendo do jeito que a vida no campo permitia.Meu pai tinha uma cabanha de ovelhas da raça Merino. Eu acompanhava aquele universo, correndo ovelhas e ajudando a encher as bolsas de lã. Eram experiências simples, mas que ficaram profundamente guardadas em mim.Meu pai morreu quando eu tinha 15 anos, e por muito tempo, a ausência dele foi uma presença.Anos depois, quando comecei a trabalhar com lã, alguma coisa se reorganizou dentro de mim. Descobri que aquela fibra, trama, fazia parte da minha infância e da história da minha família, e também poderia ser uma forma de expressão.Hoje, a lã que utilizo vem das ovelhas criadas na São José e nas propriedades dos meus irmãos. Trabalho com Merino, Ideal é Corriedale, utilizando a feltragem agulhada e molhada para transformar a fibra em objetos, formas e personagens.Com zelo, apresento as SENHORAS DO CAMPO, uma coleção inspirada nas mulheres, nas histórias e nas memórias que fazem parte desse universo rural.Existe um momento que resume muito do que o Ateliê significa para mim: sentar perto de um fogo de chão e aquecer a água para lavar a lã.Nesse gesto, encontro minhas avós e meus pais.Por isso, o Ateliê São José da Itaoca, não nasceu apenas da vontade de produzir artesanato. Nasceu da necessidade de reencontrar minhas origens e transformar uma história vivida em arte.Cada peça, começa em um território real, passa por uma linda trama que conheço desde menina, e ganha uma nova forma pelas minhas mãos.E assim a lã continua contando a história do campo, e também a minha."
"Ela cresceu entre ovelhas e hoje transforma lã em arte.A história de Lourdes Teixeira da Costa, a Lurdinha, artesã de Lavras do Sul–RS, começou ainda na infância, acompanhando a criação de ovinos da família, a esquila e todo o universo que envolve a lã.Anos depois, uma oficina de artesanato despertou novamente essa memória e deu início a uma nova trajetória.Hoje, Lurdinha transforma a lã ovina em peças artesanais utilizando lavagem, cardagem, feltragem e tingimentos naturais feitos com plantas da própria propriedade.Entre suas criações estão as bonecas da coleção “Senhoras do Campo”, que se tornaram sua marca registrada e levam a cultura e a identidade do campo para diferentes regiões do Brasil.Mais do que produzir peças, Lurdinha também ensina e compartilha seus conhecimentos, ajudando a manter viva a tradição do artesanato em lã.Uma história que mostra como a memória, a criatividade e a valorização da lã podem transformar uma tradição em arte e propósito.Você já conhecia o trabalho das “Senhoras do Campo”?"
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"Absolutamente! Esse sentimento é frequentemente descrito como autoaceitação e é uma parte crucial do bem-estar mental e emocional.Gostar de si mesmo, não apenas na aparência física, mas em quem você é como pessoa, é a base para a autoconfiança e a felicidade. É um sentimento poderoso que pode:Aumentar sua resiliência: ajuda a lidar melhor com críticas e fracassos.Melhorar seus relacionamentos: quando você se ama, é mais fácil estabelecer limites saudáveis e amar os outros de forma mais plena.Inspirar motivação: sentir-se bem consigo mesmo motiva você a buscar seus objetivos e cuidar da sua saúde.Valorize esse sentimento. É realmente algo especial e transformador!"
"Você sabem que defendo a feminilidade, a beleza como virtude. Acredito que devamos sim nos cuidar muito bem e zelar pela aparência, buscando harmonia, equilíbrio e radiância. Mas eu não vou dizer que esse vídeo não falou umas boas verdades. Eu não vou ser a blogueirinha que em busca de agradar uma bolha específica, deixe de crítica quando precisa ser.Uma coisa é cuidar de si. Outra coisa muito diferente, é ser escrava do sistema. E pior, um sistema que se apoia na carência e na necessidade de validação da mulher atual.A mulher não tá cuidando de si. Muitas estão tentando corrigir a própria existência. E eu acho muito triste o que fizeram com a mulher.Fizeram a gente acreditar que envelhecer é uma tragédia, que ter celulite é desleixo, que ter linha de expressão é abandono, que ter poros é defeito, que ter barriga é fracasso, que ter um corpo que parece um corpo humano é quase uma afronta.E o pior é que venderam tudo isso com o nome de “autocuidado”. Mas esse “autocuidado” tem raiz num lugar tenebroso: a rejeição.A necessidade de ser amada, de se equiparar, não de não ficar pra trás, de ser escolhida, de estar em evidência; de não ser trocada, de ficar parecida com a fulana, e completa ausência de identidade, tem fomentado o maior mercado de todos os tempos. O mercado da ilusão feminina de ser especial. De ser a mais bonita… porque um dia você acreditou que beleza põe mesa.Se pergunte: e se ninguém pudesse ver?Se não existisse Instagram, se não existisse foto, se não existisse story, se você nunca pudesse postar o antes e depois, se ninguém soubesse que você fez aquele procedimento, você ainda faria metade do que faz?Sua resposta diz muita coisa.90% não é sobre beleza.É sobre ter atenção.Sobre ser desejada.Sobre ser escolhida.Sobre validação.Sobre não se sentir inferior à próxima mulher que aparecer na tela.E é aqui que tudo fica ainda mais absurdo.Mulheres estão literalmente cortando o próprio corpo, injetando substâncias no rosto, alterando traços, vivendo com fome, se endividando, sofrendo dor, tudo para alcançar um padrão que muda a cada poucos anos."