♥ ♥ ♥
28.12.15
23.12.15
21.12.15
20.12.15
Alface, rúcula e...
Fiz uma seleção de saladas para inspirar:
Queijo, maçã e tomate cereja.
Camarão, queijo de coalho, manga, castanha de caju e tomate cereja.
Camarão, salmão, palmito, queijo minas, croutons e tomate cereja.
Muçarela de búfala, tomate seco, azeitona preta, manjericão, croutons e tomate cereja.
Abóbora assada, amêndoas caramelizadas e lascas de queijo parmesão.
Figos frescos, parma, tomate cereja e parmesão.
Outras combinações?
- Manga, queijo branco, granola e molho de iogurte
- Palmito, tomate seco, azeitonas verdes e pretas
- Com molho Caesar, feito à base de maionese, parmesão e creme de leite
Boas ideias:
"Para uma salada ficar bem interessante, saborosa e apetitosa aposte em quatro dicas:
1. Misture texturas: adicione algo crocante como croutons, nozes, castanhas, granola...
2. Misture sabores: que tal colocar um toque doce em sua salada? Acrescente frutas como manga, pêssego, morango, figo ou misture folhas mais amargas como a rúcula e o radiccio ou elementos bem salgadinhos como parma ou queijos...
3. Colorido: a gente também come com os olhos. Então, misture diferentes folhas (tons de verde e roxo), tomates coloridos, cenoura, beterraba... use a imaginação.
4. Aposte em diferentes molhos. Um bom molho a base de iogurte com ervas frescas ou vinagrete levanta qualquer salada." (Dicas do "Uma Pitanga na Cozinha)
Para encerrar, uma salada que fiz no Natal de 2011:
Com pepinos, azeitonas, cogumelos, cubos de queijo, minimilho, tomate, nozes...
15.12.15
Figos!
Salada com figos e rúcula
Ingredientes:
1/2 molho de rúcula lavada
1 figo maduro, porém firme
40g de lascas de queijo grana padano
20g de fatias de presunto de Parma
20ml de mel
20ml de azeite extravirgem
Modo de preparo
Como fazer:
Tempere a rúcula com azeite e disponha no prato.
Distribua uniformemente as fatias de presunto de Parma e grana padano.
Corte o figo em quatro pedaços e acrescente na salada.
Regue com o mel e sirva.
Saber "ouvir"
"As conversas construtivas dependem da capacidade dos parceiros sentimentais ouvirem com atenção e respeito as frustrações e mágoas do outro.Quem quer ter um elo conjugal longevo e gratificante tem que se preocupar com o seu próprio bem-estar, assim como com a felicidade do amado.Nosso parceiro sentimental é alguém que admiramos; o mais sábio é prestar atenção e levar em conta seus argumentos e pontos de vista.Ouvir o que o amado está dizendo sem prejulgar é uma arte a ser cultivada: respeitar, de fato, opiniões divergentes é o que nos faz crescer.Aqueles que querem se entender não se exaltam e nem brigam por força de diferenças de opinião: agem com delicadeza e cuidado com as palavras.Os que gostam ou necessitam das brigas ouvem o parceiro; mas, ao mesmo tempo buscam os argumentos para "derrubar" aquilo que está sendo dito.Os que gostam de brigar não estão interessados em se aproximar das boas soluções; estão numa luta e o único desejo é o de saírem vencedores.É triste acompanhar o que se passa com um casal que está brigando em torno de alguma diferença: não se presencia um diálogo e sim um duelo!"
Flávio Gikovate
Sobre o vídeo
Publiquei o vídeo "Nossos Dias" no Facebook e recebi muuuitos comentários carinhosos!!
Então, para agradecer, escrevi o seguinte:
Então, para agradecer, escrevi o seguinte:
É tanta notícia ruim, na TV, é tanto bate-boca virtual sobre impeachment, Dilma, Cunha, corrupção, decadência da classe política, das instituições, da educação, é tanta violência, é tanto stress, no trânsito, tanto lixo, pelas ruas, tantas cobranças, tanta coisa para fazer, que, quando fecho a porta da minha casa, não quero que nada disso faça parte da minha vida. Dentro dela escolho ser feliz, me sentir segura e em paz... Não porque seja alienada ou viva num mar de rosas, mas porque mereço cultivar coisas que me façam bem.
Gosto da minha vida, minha rotina, do cheirinho de café, barulho de passarinho. Gosto de olhar para o Ricardo e sentir que ele compartilha desse jeito simples de viver e se empenha em ser o melhor parceiro, dar o melhor abraço, ser puro carinho, compreensão. Companhia adorável, bom papo, divertido, bom ouvinte! Tem sido muito bom o tempo que passamos juntos e sinto muita falta dele, quando estamos longe, como nos últimos dias.
Alegria foi feita pra ser compartilhada, penso eu. Se gostaram do nosso vídeo, fico feliz. Valeu a pena publicar.
Obrigada pelo carinho!
14.12.15
13.12.15
Mate
"La ceremonia del mate
No es como la reconocidísima "Ceremonia del Té" en Japón, pero tiene encanto. Cuando lo tomamos solos no ayuda a pensar, a meditar, a generar grandes ideas, a tomar decisiones.... y cuando estamos con afectos o compañeros el vinculo se fortalece.
Y este "amigo" no respeta "fronteras": el campo, la casa, la oficina, el negocio, la carpa... y así bajo la sombra de algo tan simple se delinea parte de nuestra personalidad, parte de nuestra tradición."
"A cerimónia do mate
Não é como a reconhecidíssima "cerimônia do chá" no Japão, mas tem encanto. Quando tomamos sozinhos nos ajuda a pensar, a meditar, a gerar grandes ideias, a tomar decisões.... E quando estamos com afetos ou colegas o elo se fortalece.
E este "amigo" não respeita " fronteiras ": o campo, a casa, o gabinete, o negócio, a carpa... E assim, sob a sombra de algo tão simples se delinea parte da nossa personalidade, parte da nossa tradição."
"Quanta coisa ela me disse
não dizendo quase nada
Quanta coisa ela entendeu
da minha boca cerrada"
A poesia do sul, nas palavras de Aureliano de Figueiredo Pinto.
"Quem não se envolve não se desenvolve..."
"Freud ajudou a atrapalhar mostrando o quanto nós escondemos de ruim; mas é fácil ver que nós escondemos também tudo que é bom em nós, a ternura, o encantamento, o agrado em ver, em acariciar, em cooperar, a gentileza, a alegria, o romantismo, a poesia, sobretudo o brincar - com o outro. Tudo tem que ser sério, respeitável, comedido - fúnebre, chato, restritivo, contido..."
"Carícias...
Envolvência
(quem não se envolve não se desenvolve)
(quem não se envolve não se desenvolve)
Ondulações, admiração, felicidade...
Alegria em nós - eu e os outros."
Frases do Gaiarsa, deste artigo.
Bela leitura!
Bela leitura!
"A vida exige coragem. E amar exige generosidade."
Li o seguinte artigo e fez muito sentido, para mim. Acho que pode fazer a diferença, em todas os tipos de relações, por isso o transcrevo aqui:
"O psicólogo, John Gottman, juntamente com sua esposa também psicóloga, Julie Gottman, realizaram um estudo com casais para entender melhor o motivo do fracasso e do sucesso dos relacionamentos.
A conclusão a que chegaram pode parecer óbvia demais, porém ao analisarmos os detalhes de nossos próprios relacionamentos, certamente identificaremos pontos que precisam de mais atenção.
Segundo o estudo dos Gottmans, as duas coisas básicas que movem um relacionamento até o fim da vida são generosidade e bondade.
John e Julie criaram o “The Lab Love” (O Laboratório do Amor) e levaram 130 casais para seu laboratório do amor, onde passaram o dia realizando tarefas corriqueiras como comer, cozinhar, limpar, enquanto os cientistas sociais os analisavam. Ao fim das análises, os estudiosos classificaram os casais em dois grupos: mestres e desastres. Passaram-se seis anos e os casais foram chamados novamente. Os mestres permaneciam juntos e felizes.
Os casais que pertenciam ao grupo “desastres” ou não estavam mais casados ou permaneciam juntos, porém infelizes. Esse resultado levou os cientistas a conclusão de que a generosidade é fundamental para o relacionamento entre o casal. Atos simples como responder a perguntas rotineiras com agressividade ou com generosidade afeta o futuro e a qualidade do seu relacionamento.
Perguntas como: “Você viu aquele pássaro?” podem ser a deixa para a esposa demonstrar mais interesse pelos gostos do marido, agindo com generosidade e bondade, criando uma conexão entre os dois.
Respostas ríspidas, desinteressadas ou ignorar o apontamento do seu companheiro por indiferença, significam bem mais do que apenas cansaço, ocupação, falta de tempo. Mas sim, podem representar que tudo é mais importante do que as coisas bobas que ele ou ela apreciam.
O estudo apontou que temos duas respostas a escolher quando se trata das questões de nossos companheiros, podemos optar por respostas generosas que nos aproximam como casal ou respostas ríspidas que nos afastam um do outro.
Os “mestres” escolhiam respostas generosas, criavam uma conexão com o companheiro, demonstrando-lhe interesse em suas necessidades emocionais.
Pessoas que agem com bondade e generosidade, como os casais que pertenciam ao grupo de “mestres” preocupam-se em criar um ambiente de apreciação e gratidão pelo o que o companheiro faz, em contrapartida, casais “desastres” constroem um ambiente baseado na insatisfação, sempre apontando para os erros do outro, para o que ele deixou de fazer, esquecendo-se dos pontos positivos.
A pesquisa mostrou que em situações como, o atraso da esposa ao se preparar para um jantar pode ser encarado pelo marido de duas maneiras diferentes: com bondade e generosidade ou com agressividade, concentrando-se apenas no fato de que ela sempre se atrasa, nunca se apronta na hora combinada, desconsiderando que o atraso pode ter sido motivado pelo tempo que ela gastou preparando uma surpresa para ele.
Generosidade e bondade
Generosidade e bondade podem salvar seu relacionamento. Não estou dizendo que no dia de aniversário de casamento, uma vez ao ano, você fará aquela surpresa linda, e pronto. O que a pesquisa revelou implica na aplicação diária de doses de generosidade e bondade, seja relevando uma coisa aqui, sendo gentil em outra situação ali, evitando cobranças desnecessárias e sempre, sempre e sempre concentrar-se no que a outra pessoa fez e faz de positivo, não de negativo. Sua esposa foi ao supermercado e comprou só alimentos, esquecendo-se do creme dental? Você escolhe: seja agressivo e reclame do creme que ela esqueceu ou agradeça pela comida que comprou. Sua escolha dirá que tipo de relacionamento você está vivendo.
John e Julie Gottman, após estudarem os casais com eletrodos enquanto conversavam, concluíram que casais do grupo “desastres” ficavam fisicamente afetados ao dialogarem com seus companheiros, fisiologicamente eram como se estivessem em guerra ou enfrentando um leopardo. Os “mestres” apresentavam passividade, relaxamento e tranquildade ao conversarem.
E você? A qual grupo pertence?"
"O que a pesquisa revelou implica na aplicação diária de doses de generosidade e bondade, seja relevando uma coisa aqui, sendo gentil em outra situação ali, evitando cobranças desnecessárias e sempre, sempre e sempre concentrar-se no que a outra pessoa fez e faz de positivo, não de negativo."
_____________________________________________
Leia, também Amar exige generosidade, do Ivan Martins:
"Cada pessoa que escolhemos nos faz um tipo de exigência subjetiva. Às vezes elas são simples – como namorar e ter uma vida leve, parecida com a nossa própria. Outras vezes as escolhas são menos óbvias – como ao amar alguém que traz uma dor, ou uma carga ser partilhada."
_____________________________________________
"Maus casamentos geram divórcios ruins!"
_____________________________________________
_____________________________________________
Desapegar é um aprendizado
"Livrar-se de tudo aquilo que não gosta mais ou está sem uso. Menos correria e complicação no dia-a-dia e mais tempo para gastar no que realmente importa. Desapegar está em alta. Vale a pena se questionar quantas compras impulsivas e desnecessárias são feitas ao longo do ano e quanto dinheiro é desperdiçado em coisas que se acumulam e atrapalham o fluxo da energia em casa. Desapegar é necessário para manter a organização e o minimalismo, em prol de uma vida mais simples."
Trouxe do site da Casa Abril, oito perguntas para fazer a si mesmo na hora de se livrar do acúmulo. Dê respostas sinceras e comece a praticar o desapego!
1. Eu usei isso no último ano?
Se a resposta for não, é hora de desapegar.
2. Se eu fosse fazer compras agora, iria comprar isso?
Se você não compraria, não guarde.
3. Não jogo isso fora porque não quero desperdiçar dinheiro?
Pense nisso: você desperdiçou dinheiro ao comprar algo que não usa.
4. Estou guardando isso por valor sentimental?
Seja rigoroso e tenha uma caixa de recordações pequena para guardar alguns itens. Se preferir, tire uma foto das coisas que for jogar fora, assim que você pode guardar para sempre.
5. Eu tenho outro item com a mesma finalidade?
Se sim, então se livre de um deles.
6. Eu tenho um plano realista para usar isso?
Tenha um plano concreto e com prazo para usar o item. Se não usar dentro desse prazo definido, jogue fora.
7. Isso me serve? Combina com a minha casa?
Pense bem sobre o que manter - o seu espaço é sagrado. Você pode amar as peças, mas se a roupa não serve mais ou o item só ocupa espaço, desapegue.
8. Se eu consertar esse item quebrado, vou usar?
Conserte agora. Ou se não consertar nas próximas duas semanas, jogue fora. Durante o processo, pode aparecer um bloqueio sobre o desapego, e isso é normal. Mantenha o foco e aproveite esse novo hábito que, com a prática, fica cada vez mais fácil de executar.
________________________________________
Trechos de "Detox", da Martha Medeiros
"A casa de todos nós é impregnada de toxinas. Objetos e roupas que não usamos mais, coisas quebradas ou lascadas, plantas mortas, papelada sem sentido, jornais e revistas antigos, remédios vencidos, meias furadas, eletrodomésticos estragados. Guardá-los é uma ilusão de que trarão de volta a época em que serviram para alguma coisa. Uma resistência à passagem do tempo. Pois crescemos, viramos gente grande, logo está na hora de dizer: xô, tranqueiras.É uma terapia rápida e de baixo custo: desapegar-se das tralhas a fim de aliviar a rotina. Abrindo espaço, nos sentimos mais leves e tudo em volta clareia, inclusive as ideias. Se bobear, até a saúde melhora: bye bye ácaros, traças, cupins e aedes aegypti (água parada também é lixo)."
"Escutei outro dia, em algum lugar, que existem fios invisíveis que nos ligam a tudo aquilo que possuímos. Está explicado: como não se sentir deprimido num ambiente lotado de entulho? Como não acordar cansado estando interligado a uma tonelada de peso inútil? Vale para o que é material e, óbvio, para o coração, aquele pequeno músculo que bate dentro do peito e que não merece hospedar tanto sentimento que não serve pra nada, a não ser para obstruir as artérias."
11.12.15
10.12.15
Contagem regressiva!
Está chegando o dia da (2ª) formatura da Kika!
O que ela disse sobre essa segunda faculdade:
O que ela disse sobre essa segunda faculdade:
"O Direito traz rigidez objetiva constitucional, a Psicologia flexibiliza subjetivamente. O Direito me apresentou a hermenêutica jurídica, e a Psicologia a fenomenológica. No Direito somos cartesianos e na Psicologia somos holísticos. O Direito diz como é o “dever ser” e a Psicologia mostra como é o “ser”. O Direito regra e a Psicologia faz sentir que cumprir ou exigir a regra é relativo: muitas vezes, estar em paz é a melhor "escolha errada" que se pode fazer. Ainda bem que a Psicologia Jurídica vem se ampliando e trazendo um maior diálogo entre essas duas ciências tão humanamente apaixonantes, admiráveis e complexas.Hoje concluí a graduação em Psicologia, com um assunto da Psicologia Jurídica: Alienação Parental. Obrigada a todos que fizeram parte desse momento!!! Fiquei cansada, nervosa e ansiosa, os últimos dias foram uma correria sem fim. Agora que passou, o sentimento é um só: muito orgulho de fazer parte dessa grande família ATP2015/02! Que venha o dia 19!"
Formatura do Henrique!
Estou muito encantada com o formando mais amado do mundo!
Querido, cheio de amigos, aprendendo coisas importantes que vai saber usar pelo resto da vida!
Que muitos momentos assim venham pela frente!
Pelotas, 09 de dezembro de 2015.
Churrasco de domingo
Iniciou dezembro
E a primeira semana de dezembro foi de dias tranquilos, ensolarados... Eu e o Ricardo pudemos ficar mais tempo no Galpão, fazer as coisas que gostamos tanto, aproveitar a companhia um do outro e eu adorei cada minuto.
A corticeira, da janela do nosso quarto está florida e isso traz intensa movimentação de beija-flores. Um espetáculo! Fico tentando fotografar, mas é difícil!
Mas continuo fotografando nossos jantares, os passarinhos, os cavalos que andam atrás do Ricardo e ficam na volta da casa e do carro, o desenho das nuvens, o sol se pondo...
Mas continuo fotografando nossos jantares, os passarinhos, os cavalos que andam atrás do Ricardo e ficam na volta da casa e do carro, o desenho das nuvens, o sol se pondo...
Muita coisa boa por acontecer, muita gratidão, muitas preces.
2.12.15
1.12.15
"Constatações evolutivas"
»» O outro não existe para te agradar.
»» Ninguém é culpado pelo que você está sentindo. É você que opta pelos sentimentos que tem neste momento.
»» A arte de viver sem expectativas e, sim, com perspectivas é a chave para não se frustrar.
»» Cure em você o vício da necessidade de aprovação do outro. Só assim, poderá desfrutar da ousadia e confiança natural ao seu espírito.
»» Você não tem controle de nada, por mais que acredite que tenha. Lembre-se, daqui a pouco a Terra irá reivindicar o seu corpo e deixarás esse planeta para ingressar numa nova fase de existência. Abra mão do controle, só assim terá domínio sobre si mesmo e sobre sua vida. Controle é um reflexo do medo, domínio é um reflexo do estado de ausência absoluta de tensão interna.
»» Não se deforme ou se descaracterize para tentar "caber" no espaço apertado do pensamento que o outro tem em relação a você. Isso não vai dar certo. Quando você se deforma para agradar alguém, sua luz se apaga e é apenas você que fica no escuro se sentindo perdido.
»» Não acredite no que os outros dizem para você, por mais romântico e poético que possa ser. O que importa são as atitudes e não as palavras.
»» Abandone o orgulho e o delírio de acreditar que tudo vai ser como você quer.
»» Tudo é passageiro. Como diria Charles Chaplin, de perto a vida é uma tragédia, de longe é uma comédia. Daqui a pouco você vai rir de todos os dramas que criou, pois tudo passa.
»» Você é responsável por tudo que está acontecendo em sua vida. Seus pensamentos e sentimentos predominantes irão formatar a sua realidade, quer você queira, quer não. Portanto, se quiser mudar a sua realidade, mude seus pensamentos e sentimentos.
»» Carência emocional não é a necessidade de receber e, sim, de se dar. Só você poderá suprir suas necessidades emocionais. Projetá-las em alguém é o mesmo que pedir para que alguém se alimente para saciar a sua fome.
»» Viva com simplicidade e com mais realidade. Só assim, quem você realmente é, vai surgir de verdade. Ria mais e não leve tudo tão a sério. Afinal de contas, a essência da vida é se descobrir e desfrutar dessa maravilhosa aventura chamada evolução.
Lista anti-melancolia
Ivan Martins
"Se você está triste ou solitário, se o fim de um grande ou pequeno amor o deixou prostrado, se a esperança ainda não morreu, mas agoniza, dê uma lida na lista abaixo. Ela pode ser útil. É fruto da repetida experiência, da observação direta da vida dos outros e da reflexão mais ou menos permanente sobre esse tipo de situação. A ideia por trás da lista não é saltar ou contornar a crise afetiva. É vivê-la de um jeito mais legal, transformador. Aproveitar a crise para melhorar pessoalmente e tentar mudanças que possam ser legais para o resto da vida - e para quando o novo romance começar."
1) Caminhe – O ato e o ritmo de andar fazem bem à alma. Quando a gente está mal, anima. Mas ande na rua, num parque ou numa praça. A esteira é o velório da caminhada. Ao ar livre a gente pega sol no rosto, sente o vento, se distrai com a cidade. Pode-se cumprimentar os vizinhos, dizer oi aos velhinhos e olhar – discretamente, pelo amor de deus – as mulheres que passam vestidas de verão. Como o calor anda insuportável, sugiro andar antes das 8 da manhã ou depois das 7 da noite. Sem fone de ouvido, por favor. Se o amor da sua vida vier perguntando as horas, você precisa ouvir, né?
2) Medite – Faz muito bem para o espírito. Há vários grupos nas grandes cidades que ensinam e praticam a meditação. Procure na internet e você encontrará. Além da técnica ser útil para o conjunto da vida – ajuda a relaxar, organizar as ideias e lidar com o estresse da cidade – a meditação coloca você em contato com gente legal. A cultura New Age (que abarca yoga, meditação, budismo, vegetarianismo, hinduísmo...) atrai pessoas menos preocupadas com grana e sucesso do que com sua relação consigo mesmas e com o universo. Mesmo sem ser místico ou religioso, acho esse papo ótimo.
3) Leia – Sobretudo bons livros de autoajuda. Eles são perfeitos para momentos de arrumação da vida. Meus favoritos estão na coleção The School of Life, publicados pela editora Objetiva. Há títulos como Como pensar mais sobre sexo, do Alain de Botton, e Como ficar sozinho, da Sara Maitland. São simples, inteligentes, úteis. Eu leio e recomendo. Pode-se ler bons romances, claro, mas eles nos tocam emocionalmente, e, às vezes, ainda estamos sensíveis demais para isso. Tente, porém. Para quem passou da fase aguda dos sentimentos, um grande romance é um bálsamo.
4) Arrume - A cama, pela manhã; a pia, depois do jantar; a sala, na hora de dormir. Depois dê uma olhada crítica para o guarda-roupa e a estante. Certamente eles precisam de algumas horas de atenção. Então pode chegar o dia de lidar com os documentos atrasados, com as coisas que precisamos resolver no cartório, com as chatices inevitáveis que temos estado adiando há meses ou anos. A mensagem é simples: arrumar as coisas ao nosso redor, físicas ou não, é uma maneira de cuidar de nós mesmos, e isso sempre faz um bem danado.
5) Cozinhe – Comece com uma refeição por semana, para pegar o jeito. Depois tome coragem e cozinhe para alguém. O efeito é sensacional. Alimentar a si mesmo e aos demais é uma vocação humana que provoca uma onda de bons sentimentos. Cozinhar amplia a sensação de que estamos a cuidar de nós mesmos e daqueles de quem gostamos, além de ser excelente distração.
6) Cuide – Das plantas, dos bichos, dos parentes, dos amigos. Cuidar ocupa de forma positiva.Apegar-se a coisas e pessoas ao nosso redor traz uma alegria sutil e duradoura. É também uma forma lenta e eficaz de cicatrização emocional. Também sinaliza – lá na frente - que estamos prontos novamente para cuidar de outra pessoa mais intimamente. Mas vá sem pressa. Dedicar-se as outros é uma coisa que dá prazer em si mesmo. Nem precisa de justificativa prática.
7) Saia – Como diz a Gildete, que trabalha lá em casa, quem está sozinho precisa ver e ser visto. Almoços são boas ocasiões para encontrar amigos e pretendentes. Noites de calor também são boas para circular nos bares e nas ruas. Há também exposições de arte e salas de espera dos cinemas: esses locais atraem gente interessante em proporção fora do comum. Às vezes a gente quer e precisa ficar só. Mas lembre que as chances de ser feliz e conhecer alguém bacana aumentam quando a gente sai de casa. É estatístico.
8) Mude – Quem dizia que a maior tolice do mundo é fazer tudo sempre igual e esperar por resultados diferentes? Pois é. Se está infeliz, macambúzio, triste, tente mudar. Não precisa virar monge ou fazer trabalho voluntário no norte da Síria. Altere coisas simples na sua vida. Rotinas, hábitos, comportamentos, decoração, endereço. Tente experiências novas. Elas levam a lugares e pessoas que você desconhecia. Crises sentimentais são bons momentos para rever valores e mudar aspectos da existência que nos incomodam ou atrapalham.
9) Participe – Pode ser da reunião do condomínio ou da torcida para o jogo do seu time neste domingo. Melhor ainda se for alguma causa nobre, que o leve a conhecer gente altruísta, com interesse em mudar a realidade. O Brasil é um país tão desigual e injusto que não custa colocar um pouco da nossa energia – e mesmo da nossa tristeza – na tentativa de melhorar as coisas. Participar de reuniões, ouvir ideias novas, ter contato com a indignação das pessoas e com os olhares novos e complexos que elas têm sobre o mundo costuma fazer bem. Ajuda a perceber que a nossa dor pessoal está inserida num contexto maior. Com isso, ela não deixa de ser importante, mas ganha uma dimensão mais realista e menos egocêntrica.
10) Crie - No momento sombrio da crise, faça coisas bonitas que permitam botar para fora suas ideias e energias – boas e más. Tem gente que dança, tem gente que escreve, tem gente que monta e constrói. Tudo vale. Algumas dessas atividades deixam registros físicos no tempo. Outras, marcam a nossa memória com intensidade. As duas coisas são importantes. Dentro de 10 ou 20 anos, pouco do que você vive agora terá importância por si mesmo – mas as lembranças e o legado material do passado estarão lá. Eles são essenciais para entender a nossa vida.
11) Confie – Todo mundo precisa de um cúmplice. Você, que está afetivamente à deriva, ainda mais. Pode ser amigo ou amiga. Melhor que seja alguém com quem se está ensaiando um romance. Essencial é que a pessoa esteja lá – ao vivo ou nas redes sociais – para discutir as coisas que tocam, enternecem ou afligem. Quem rompeu um relacionamento perdeu um cúmplice e uma referência. Agora está reconstruindo com outra pessoa. A relação de intimidade e confiança é tão essencial que deveria ser critério para escolher o próximo parceiro: quem estava lá na hora escura se habilita para continuar quando o sol nascer.
12) Avance – Não é fácil, mas depois de andar, ler, meditar e cozinhar, talvez seja hora de deixar para trás. Cada um de nós tem seu próprio ritmo, mas, em algum momento, os laços com o relacionamento passado têm de ser rompidos – ainda que estejamos tão visceralmente apegados a ele que um pedaço muito bonito (mas nada prático de nós) deseje continuar assim. Romper, mesmo com toda delicadeza, corresponde a uma necessidade emocional profunda. É uma passagem inevitável na evolução das coisas. Prepare-se para ela enquanto cuida das plantas e dos gatos, enquanto vai ao teatro, enquanto conhece gente que ajuda a desenhar o futuro."
Dezembro
Que seja bom, com boas notícias.
As vezes me sinto desamparada, coração na mão, mas logo volto a ter fé e acreditar!
Assinar:
Postagens (Atom)







































