"Nem tudo depende da gente.
E talvez uma parte importante da vida seja justamente
aprender a reconhecer isso."
"Vivemos cercados por estímulos rápidos, recompensas imediatas e pequenas doses de novidade o tempo inteiro.Para Anna Lembke, psiquiatra e professora da Stanford, o problema não é a dopamina em si. É a dificuldade de manter equilíbrio quando o cérebro passa o dia sendo chamado para a próxima recompensa.Ela propõe três movimentos simples: criar períodos reais de pausa, não depender apenas da força de vontade e colocar mais fricção entre o impulso e o consumo.Na prática, isso pode significar tirar o celular do quarto, usar a tela em escala de cinza, excluir aplicativos que puxam nossa atenção ou concentrar o uso em momentos específicos do dia.E existe ainda uma última ideia: recuperar algum espaço para o esforço. Fazer coisas difíceis, esperar, sustentar o desconforto e permitir que a recompensa venha depois.Menos estímulo automático. Mais escolha sobre onde colocar a atenção."
"Você sabem que defendo a feminilidade, a beleza como virtude. Acredito que devamos sim nos cuidar muito bem e zelar pela aparência, buscando harmonia, equilíbrio e radiância. Mas eu não vou dizer que esse vídeo não falou umas boas verdades. Eu não vou ser a blogueirinha que em busca de agradar uma bolha específica, deixe de crítica quando precisa ser.Uma coisa é cuidar de si. Outra coisa muito diferente, é ser escrava do sistema. E pior, um sistema que se apoia na carência e na necessidade de validação da mulher atual.A mulher não tá cuidando de si. Muitas estão tentando corrigir a própria existência. E eu acho muito triste o que fizeram com a mulher.Fizeram a gente acreditar que envelhecer é uma tragédia, que ter celulite é desleixo, que ter linha de expressão é abandono, que ter poros é defeito, que ter barriga é fracasso, que ter um corpo que parece um corpo humano é quase uma afronta.E o pior é que venderam tudo isso com o nome de “autocuidado”. Mas esse “autocuidado” tem raiz num lugar tenebroso: a rejeição.A necessidade de ser amada, de se equiparar, não de não ficar pra trás, de ser escolhida, de estar em evidência; de não ser trocada, de ficar parecida com a fulana, e completa ausência de identidade, tem fomentado o maior mercado de todos os tempos. O mercado da ilusão feminina de ser especial. De ser a mais bonita… porque um dia você acreditou que beleza põe mesa.Se pergunte: e se ninguém pudesse ver?Se não existisse Instagram, se não existisse foto, se não existisse story, se você nunca pudesse postar o antes e depois, se ninguém soubesse que você fez aquele procedimento, você ainda faria metade do que faz?Sua resposta diz muita coisa.90% não é sobre beleza.É sobre ter atenção.Sobre ser desejada.Sobre ser escolhida.Sobre validação.Sobre não se sentir inferior à próxima mulher que aparecer na tela.E é aqui que tudo fica ainda mais absurdo.Mulheres estão literalmente cortando o próprio corpo, injetando substâncias no rosto, alterando traços, vivendo com fome, se endividando, sofrendo dor, tudo para alcançar um padrão que muda a cada poucos anos."
"Não posso deixar de acreditar que o que é para ser meu me encontra, porque o que planto no caminho é exatamente para poder florescer e me encontrar. E ainda que, em alguns dias, a dúvida tente me convencer do contrário, algo em mim insiste em seguir, mesmo cansado, mesmo sem mapa, mesmo em silêncio. Não posso deixar de crer e ter certeza de que, ao caminhar, o que cultivo já é parte do que é para ser meu.E se é meu, que me encontre, que me ache, até nos dias em que a vontade quase adormece dentro de mim, e, principalmente, que eu não me sabote quando for. Que eu tenha coragem e sabedoria para receber as coisas boas de braços abertos, porque o que me espera já sabe do meu tamanho, já conhece o meu nome. E eu escolho confiar nisso.É como se fosse o destino me amando em voz alta, porque o que é meu me encontra. Me encontra, mesmo que eu ache que não estou procurando nada, mesmo que eu acredite que não sei receber as maravilhas de viver, mesmo quando fecho a porta e penso em não atender o chamado. Ainda assim, algo bate do lado de dentro e me pede para abrir.Que eu aprenda que o universo é mágico, que as coisas vão para além do entendimento racional e humano, porque muitos caminhos me encontraram antes mesmo de eu saber onde poderiam me levar, e, mesmo assim, me levaram, me guiaram, me atravessaram, até onde a possibilidade se tornou real.O que está destinado a nós se alinha, porque de alguma forma estamos em movimento constante. E estar em movimento, mesmo com medo, mesmo em dúvida, é a maneira mais honesta que encontrei de dizer: eu estou pronto."
"Aos 40 anos comecei a perceber que maturidade não é acumular. É editar.Vendi meu salão no interior, encerrei uma sociedade, recomecei minha vida em São Paulo e, entre tantas decisões, resolvi não ter mais um carro. Hoje usamos apenas o da minha esposa. Quando preciso, ando de metrô, caminho ou pego um aplicativo. Curiosamente, quanto menos coisas precisei administrar, mais espaço apareceu para administrar aquilo que realmente importa. Durante muito tempo achei que sucesso era adicionar. Hoje para mim, muitas vezes, sucesso é conseguir retirar. Menos excessos. Menos manutenção. Menos obrigação de sustentar uma imagem. Mais tempo. Mais presença. Mais liberdade. Para mim essa é uma das maiores conquistas da vida adulta: perceber que não é sobre ter mais. É sobre precisar de menos para viver melhor."

Por exemplo? Não repetir o prato de comida, a sobremesa, o chope, o cálice de vinho...Tá... É brincadeira. Ando focada demais na minha dieta e relaciono tudo à ela. Provavelmente a frase se refira à atitudes, comportamentos emocionais, escolhas equivocadas...A verdade é uma só: precisamos parar de repetir as coisas que temos consciência que nos fazem mal e que precisamos mudar em nossa vida. Então, de alguma forma, a minha dieta se inclui nisso.São muitas as batalhas que precisamos vencer, a cada dia. Estou muito feliz porque hoje completo 7 meses de dieta e já são 29 quilos eliminados. Mas ainda travo uma batalha cotidiana para não abandonar os novos hábitos e não repetir a minha história de "efeito sanfona"!