"Não posso deixar de acreditar que o que é para ser meu me encontra, porque o que planto no caminho é exatamente para poder florescer e me encontrar. E ainda que, em alguns dias, a dúvida tente me convencer do contrário, algo em mim insiste em seguir, mesmo cansado, mesmo sem mapa, mesmo em silêncio. Não posso deixar de crer e ter certeza de que, ao caminhar, o que cultivo já é parte do que é para ser meu.E se é meu, que me encontre, que me ache, até nos dias em que a vontade quase adormece dentro de mim, e, principalmente, que eu não me sabote quando for. Que eu tenha coragem e sabedoria para receber as coisas boas de braços abertos, porque o que me espera já sabe do meu tamanho, já conhece o meu nome. E eu escolho confiar nisso.É como se fosse o destino me amando em voz alta, porque o que é meu me encontra. Me encontra, mesmo que eu ache que não estou procurando nada, mesmo que eu acredite que não sei receber as maravilhas de viver, mesmo quando fecho a porta e penso em não atender o chamado. Ainda assim, algo bate do lado de dentro e me pede para abrir.Que eu aprenda que o universo é mágico, que as coisas vão para além do entendimento racional e humano, porque muitos caminhos me encontraram antes mesmo de eu saber onde poderiam me levar, e, mesmo assim, me levaram, me guiaram, me atravessaram, até onde a possibilidade se tornou real.O que está destinado a nós se alinha, porque de alguma forma estamos em movimento constante. E estar em movimento, mesmo com medo, mesmo em dúvida, é a maneira mais honesta que encontrei de dizer: eu estou pronto."
Imagem: Casa Haux / Texto: Matheus Vieira
(Leituras que se complementam.)

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