"Não tem nada errado em passar por problemas. Nada errado em envelhecer. Estamos nessa era virtual que tem que se estar muito bem, jovem e vivendo coisas fantásticas. A vida real se faz no dia a dia, tem seus altos e baixos. Tem momentos maravilhosos e coisas incríveis que acontecem. Também tem coisas não tão positivas e problemas de saúde. Sou de um tempo que envelhecer significava sabedoria, ser referência e porto seguro para os mais novos. Isso é reconfortante. Cada fase da vida com suas belezas. A gente não precisa de remédio ou “conserto” para tudo sempre. Se pararmos para pensar, na grande maioria das vezes está tudo bem. É tanta coisa linda que se vive e mal se repara! Evitar o jogo cruel de querer negar o passar dos anos e não se comparar com os outros traz serenidade. Usar o nosso tempo como aliado é aproveitar para evoluir. Viver é assim!"
Sempre adorei cogumelos e sempre morei em lugares onde não se encontravam, para comprar.
Quando vim morar em Lavras, no Galpão de Lata, observei que eles nasciam, em boa quantidade, no campo, especialmente em lugares úmidos.
Por coincidência, nessa mesma época, conheci a Flora Souza. Conversamos, rapidamente, e ficamos amigas no Facebook. De lá para cá, comecei a acompanhar suas postagens, admirei seu bom gosto, seu estilo de vida, os detalhes da sua casa e sua família. Enfim, descobri muitas afinidades e virei fã!
Até que um dia ela contou que seu marido, Dr. Blau, havia colhido cogumelos e que ela estava limpando para preparar... Claro que adorei a possibilidade de colher os que tínhamos, em casa, e fiz muitas perguntas!
Hoje ela postou esta foto linda e eu não resisti! Pedi para publicar, com a receita, aqui no blog.
Olhem, que delícia!
Cogumelos de outono.
Como se faz?
"Como são silvestres, eu raspo com uma faquinha, lavo na água corrente e espremo bem, para tirar toda a água.
Depois refogo com alho, sal, pimenta e azeite de oliva."
Obs: Na hora de preparar, não se deve por água nem tampar a panela, pois os cogumelos soltam muita água.
Recomendações importantes, nas palavras dela:
"É preciso conhecer para evitar os venenosos. Os cogumelos tem que ser branquinhos e "tem que ter" este anel no caule."
Esta é a Flora: Algumas fotos, do seu álbum do Facebook. À ela meu carinho e meu agradecimento.
Depois que o Juliano e a Narinha viajaram, eu e o Ricardo ficamos conversando e ouvindo os CDs do Juliano. É muita "estrada"! Muitas músicas, parcerias, apresentações, conhecimento...
Começamos a pesquisar músicas dele, no You Tube e acabei encontrando este belo artigo, do Jornal do Mercado, sobre sua vida profissional.
Juliano Javoski canta a região platina há mais de 30 anos, carregando em seu canto as origens do chamamé, ritmo argentino que foi adotado no estado e desperta a adoração de muitos gaúchos. A missão de estudar e difundir o chamamé existe também nas pesquisas de Juliano em escritos e viagens, mostrando que sua paixão ultrapassa os palcos.
Com cinco CDs gravados e mais de 400 composições, Juliano consolidou-se no ápice dos festivais de música regional dos anos 80. Sua história com a música nasceu aos sete ou oito anos de idade, quando ouvia programas de rádio com os avós maternos aos fins de semana. À afeição pelo ritmo regional somou-se o contato com as terras interioranas, que conheceu através da família. “Eu não sou uma pessoa que tenha se criado no interior, mas para mim o grande momento era quando chegavam as férias e eu ia para fora andar a cavalo e aprender a laçar”, conta. Aos 25 anos, começou a passar este sentimento para a música, e em seguida entrou para os festivais. Apesar de trabalhar paralelamente com seguros, sua dedicação e paixão pelo canto trouxe diversos prêmios – na Califórnia da Canção Nativa em Uruguaiana, no Reponte da Canção em São Lourenço do Sul, no Carijo da Canção Gaúcha em Palmeira das Missões, entre outros. “Os festivais foram essenciais, foi onde iniciei minha carreira profissional”, diz. “Acho que é o melhor caminho para quem está começando na área de música nativa. Tá certo que tem seus problemas, é muito competitivo, mas acho que ainda é um bom caminho. O festival é um laboratório, tanto que vem se transformando de mês a mês”. Em 2004, passou a dedicar-se integralmente à música, em especial ao chamamé.
Senhor Chamamé
Juliano define seu trabalho como focado na cultura e no folclore, e não no entretenimento. Sua música abarca em especial o folclore latino-americano, mais especificamente o folclore argentino, devido ao chamamé. Em 2009, na época em que cantava com o grupo Che Alma Guarani, gravou um CD apenas com canções do ritmo, chamado “Coração de chamamé”, onde resgatou temas argentinos clássicos. “Tento passar com a música muito do meu eu, só canto coisas que realmente gosto. Procuro ser o mais autêntico possível”, pontua. E tem conseguido: em apresentação na 22ª Fiesta Nacional Del Chamamé, em Corrientes/Argentina, foi aclamado como o brasileiro que faz o chamamé mais autêntico no sul do Brasil, com seu trabalho reconhecido. “Construí um lastro muito bom lá, fui criando vínculos, e a gente foi se descobrindo”, diz. Seu trabalho com o chamamé não envolve apenas composições e canto, mas também o estudo de suas origens e características. “Nossa música tem uma influência muito grande da música uruguaia e argentina, principalmente no que diz respeito ao chamamé”, afirma, destacando que o ritmo vem de regiões argentinas que fazem divisa com o Rio Grande do Sul: Corrientes, Missiones e Entre Rios. A pesquisa de Juliano foi reunida no livro “Caraí chamamé” – em guarani, “senhor chamamé” –, que tem projeto pela Lei de Incentivo à Cultura e atualmente está em fase de captação de recursos. “Como a essência do chamamé é de origem guarani, no livro vai se encontrar toda a temática voltada para esta parte índia”, adianta. A obra será acompanhada de um CD e deve ser lançada até o ano que vem.
Formação musical
Juliano destaca o mosaico que forma a música rio-grandense, com influências da Argentina, do Uruguai, do Paraguai e mesmo dos Açores, da Europa. “É um mosaico muito interessante e bonito, mas acho que (a música gaúcha) ainda está em processo de formação cultural-musical, de laboratório. Ainda não temos uma música gaúcha padrão, nada que tenha nascido aqui. Vanera, xote, essas coisas foram trazidas de fora e aqui foram se formatando”. A afirmação deve-se muito ao que Juliano vê em suas viagens à Argentina. “Eles dão mais valor à parte cultural da música, não pendem muito pelo lado comercial como aqui. Temos muito que evoluir em se falando de cultura musical, em se tratando de amor à raiz”, afirma, referindo-se à valorização argentina da cultura local, que considera o maior diferencial do país.
Canto e memória
Ainda para este ano, está previsto o lançamento de seu sexto CD, com foco, claro, no chamamé, mas também com acréscimos de música regional. O CD vai ter participações de nomes como César Oliveira e Rogério Melo, Luiz Carlos Borges e Grupo Missões. Entre suas parcerias musicais, o destaque vai para trabalhos com os célebres Jayme Caetano Braun e Aparício Silva Rillo, além de parcerias mais recentes com Diego Muller e com a gaita de Márcio Fagundes. Recordando suas composições, Juliano destaca a canção “De antigamente”, composta por ele, que venceu a 16ª Ronda de São Pedro, em São Borja, 1997. Interpretada com o violonista Marcello Caminha, Juliano diz que essa canção marcou sua história: “Antigamente a vida era assim: tão simples, pessoas e fatos. Pena que este tempo envelheceu, amarelando na moldura dos retratos”.
Juliano Javoski en la Fiesta Nacional del Chamamé 2016
Desde que voltei a morar em Lavras ando pensando em falar mais sobre as coisas daqui. Opções de gastronomia, passeios, hospedagem, comércio, artes... Simplesmente porque há muita coisa bacana acontecendo e porque conheço - e quero bem as pessoas envolvidas.
Comecei com a Rosa Helena, em abril/2015, mas acabei ficando mais no Galpão de Lata e fui deixando essa ideia de lado.
Só que hoje tornei a lembrar dessa ideia, quando vi as fotos das maravilhas que a Renata faz, na sua nova atividade, de doceira, chef, cozinheira ou nem sei como chamar, na "Dona Morena". Olhem só! Além de lindos, são deliciosos!
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Na página do Facebook, a proposta da Renata: "Dona Morena" é a forma que encontrei de adoçar a vida das pessoas com amor, colocando na panela os ensinamentos das avós, dos amigos e da vida."
Para quem não conhece, a Renata é essa linda advogada, que trocou as leis pelas panelas, para a alegria de todos nós, que adoramos as delícias que ela faz!
(Numa das fotos, ela está com seu irmão, Augusto, e suas avós e inspiradoras, Edith e Adelina.)
arte - artista - artesã - arteira - inquieta - apaixonada
(escolhendo palavras para descrever tudo o que vi e senti)
Visitei o atelier da Rosa e saí de lá encantada! Com a pessoa que ela é, pela artista que ela é, pelo seu trabalho, seu estilo de vida, seu jeito de pensar, suas atitudes, sua beleza, enfim.
Não saberia descrever sua arte: múltipla, variada, colorida, multifacetada, criativa, inventada, experimentada - a partir de vários materiais e cores.
Convido a fazerem o mesmo. Conheçam seu trabalho, passeiem pelo seu blog - Rosadacor, visitem sua casa-atelier, descubram a Casa de Cultura José Neri da Silveira (segundo ela, "acervo afetivo de nossa cidade"), se encantem com seu talento, suas telas, suas criações em feltro, seus objetos utilitários e decorativos, bijuterias...
Com certeza entenderão minha admiração. Artista lavrense da melhor qualidade, que merece destaque e reconhecimento!
Eu: "Conheci a Luisa, hoje, depois de muitos anos de "convivência", através dos nossos blogs e do Face. Constatei, mais uma vez, que afinidades, quando verdadeiras, acontecem no mundo virtual e se confirmam, quando o encontro acontece!
Ela é uma querida! Adorável! Estou muito feliz!"
Luisa: "E hoje, depois de muitos anos de amizade virtual, nossa amizade virou presencial. Um convite no impulso, uma tarde chuvosa e lá estávamos nós duas no Mercado Público nos encontrando. Conversamos muito, como se já nos conhecêssemos há muito tempo. Acho que eu e a Ana, somos um pouco parecidas: mães, avós e queridas, muito queridas...hahahaha.
Faltaram duas pessoas importantes desta convivência virtual, a Graziana e a Rosamaria. Por acaso, não sentiram as orelhas arderem? Bem, quem sabe da próxima vez saia o encontro do quarteto, heim?
O dia estava frio, chuvoso, mas a companhia, maravilhosa. Eu já sabia! Ana querida, foi muito bom ter te encontrado e ver que realmente és uma pessoa adorável. Até a próxima! Feliz!"
Sabe quando a gente ganha presente e nem está de aniversário?? Rssss...
Pois é. Foi assim.
A vida foi generosa comigo e me fez conhecer a Ana Maria, em circunstâncias, digamos, bem pouco prováveis, que nem vou contar aqui. É só para registrar.
E começamos a conversar, descobrir afinidades, trocar experiências, links, recados, fotos... Nos divertimos muito, nos entristecemos com algumas conclusões, nos alegramos com outras tantas.
Então falo de todo o tipo de presente! Daqueles enrolados em papéis de seda e laços de fita e de outros tantos, como amizade, admiração, afeto.
Este post é para dizer "obrigada"! À Vida, que sempre vem cheia de surpresas, e a Ana Maria, que me deu livros, agendas, uma bonequinha cheia de perfume e que tem sido uma amiga querida, desde que a conheci, e que sei, vai ser para sempre - como tem sido todos os amigos-presentes que guardo no meu coração. Todos únicos. Especiais.
Ah! Assim que ler os livros, comento aqui!
Com esta reflexão do Arthur da Távola, quero homenagear meu amigo querido, Eurípedes. Adoro seus comentários, cheio das rimas, das sacadas, dos trocadilhos...
Sensível, divertido, inteligente, bem humorado, sempre me encanta com seu jeito de ver as coisas e dividir o que sabe - e sabe muito!
Lhe desejo todas as alegrias, muito amor, saúde e paz!
Estive em Porto Alegre, neste final de semana e encontrei com a minha prima, Carmem Luiza. Foi tão bom! Conversamos muito, sobre tantas coisas, mas, principalmente sobre saudades... Adorei ter tido este tempo com ela. Além disso conheci algumas de suas amigas e suas duas filhas, Paola e Renata, que são um encanto! Ela também tem um filho, Guilherme, que está morando na Europa.
. Fotografei a Carmem, enquanto conversávamos. Ela mostrou a linda vista de Porto Alegre, o espelho que era da sua avó Celi, o quadro da nossa avó Electra na parede (tenho o outro), o cantinho onde ela fica conectada... Adorei! Jantamos com a Lúcia e a Rejane, mas não tiramos fotos. Que pena!
No dia seguinte almoçamos na casa da Paola e do Maurício. O Buda, cãozinho da Renata estava de aniversário. O almoço estava delicioso e eu fiquei louca para fotografar o apartamento inteiro - porque achei lindo, mas me mantive. Afinal, tinha acabado de conhecer os donos da casa! Heheheh!
Leonor deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Agosto":
Para Ana andante (ai, que preciosa!) Para ti que perambulas Caminhante por estradas, ruas praias e talvez... montanhas?
(quem sabe das montanhas que cada um tem ou quer escalar?) Que te passa, inquieta, por que te moves sem cessar? Por onde andas com estes olhos para mirar? "Porque tengo ganas, porque tengo piernas", hás de pensar...
Bueno, então te vás... por el mundo afuera mas não te olvides voltar Cuida que por ti estamos esperando "Hasta que tu decidas regressar"como en La Barca...
um beijo amiga pelo teu aniversário prima, com amor Neneca.
O que dizer? Neneca, minha prima querida! Amiga da vida inteira!
Passamos nossa infância juntas, em brincadeiras de bonecas, longas viagens de navios (lembra?)... Nossa adolescência, cheia de divagações e poesias, conversas, confidências, sonhos compartilhados, vida afora (nunca deixamos de sonhar!). Tantas experiências trocadas, maturidade que chega e continuamos as mesmas gurias de Lavras. Para sempre, como sempre. Amor. Amizade. Carinho imenso. Privilégio enorme ter a Neneca na minha vida! .
Hoje, no Dia dos Pais, acabo de assistir a uma entevista da Professora Jurema Chiappetta, de 102 anos, que alfabetizou o Donairão. Ela é um exemplo de vida. Um encanto. Adoro conversar com ela, que é educada, querida, culta e extremamente simpática. Assistam a entrevista. Vale à pena!
Divido, com vocês, algumas das reflexões da Isabel sobre "a ética do cuidado e a estética da culpa" que fazem o maior sentido, pra mim:
"... pensava também na desintoxicação interna que precisa ser feita diariamente, e às vezes mais intensamente ainda. nas verdades construídas em determinado momento da vida e que já não servem, nos padrões apreendidos, nas crenças limitadoras que emperram a vida. destas, pensei em duas, que afligem, me parece, as mulheres em especial. a ética do cuidado e a estética da culpa. anotei no caderninho que levava na bolsa, para escrever mais depois e postar aqui. outro dia a elisa comentou um pouco sobre isto no blog, e observei mais um vez, mas é claro que venho observando isto há tempos, e lendo, e vendo que não sou só eu que percebo. as mulheres com dificuldade de abrir um espaço na agenda para cuidar de si, de conseguir deixar por apenas alguns momentos de cuidar dos outros para pensar em si próprias - para descobrir que tipo de ser querem ser no mundo. (trocadilho óbvio, tá bem) a necessidade de cuidar do outro, a falta de tempo para si, e a culpa quando conseguem mudar isto. é histórico, faz parte da construção cultural da mulher, e vários processos em sentido contrário tem estado em curso, das mais diferentes formas. outra hora falo mais detidamente disto aqui. mas o caso é que parece instintivo, sentir culpa por se colocar em primeiro lugar, seja da forma que for, e a necessidade aparentemente vital de cuidar do outro. já pensaram nisto?"
Já, Isabel. Já pensei muito nisso. E, de pensar, descobri que devemos nos colocar em primeiro lugar, sim! E, também, só para diminuir um pouco a tal da culpa, é bom ter em mente que, só completas, felizes, seguras, poderemos ser boas mães, mulheres, amigas. Então, mãos à obra! Simbora atrás da felicidade, da completude, do autoconhecimento, da alegria! Obrigada por tudo que tenho aprendido contigo, por esta amizade que me faz tão bem! Feliz aniversário!
Ela é daquelas pessoas que passam tranquilidade, segurança, calma... É delicada, elegante, querida demais. Adoro os comentários que ela deixa no Roccana. Adoro encontrar com ela e ver que está cada vez mais bonita! Nesta foto está com o Zé Renato e suas filhas, Isadora e Valentina. Que ela seja sempre, muito feliz!
-> Leiam a sua opinião sobre amamentação aqui e conheçam um pouquinho da Luciane!