Lindo! Do jeito que eu gosto.
E essa cabeceira? Simples e confortável!
#svenngaarden
Esta pergunta me fez constatar quantas coisas mudaram, na minha rotina e na minha vida, nos últimos meses. Especialmente porque voltei a morar nas Cordilheiras, casa da minha infância no campo, num momento de perda, tristeza e isolamento. Mergulhei no passado e nas lembranças. Só que, a casa antiga que não tinha nem luz e nem água encanada, passou a ter o mesmo conforto da cidade e - o grande diferencial - TV por assinatura e Internet.Poder manter o contato com a família e amigos, fazer cursos, saber das notícias, fechar negócios online, poder contar com um banco virtual, comprar à distância... É difícil enumerar todas as mudanças! Então, o momento presente se impôs, com toda a sua força e significado. Diria que até o futuro teve outra perspectiva!De repente, tudo se misturou na minha vida: o isolamento, da pandemia, com lembranças e hábitos do passado, e a necessidade de abrir espaço para tantas novidades. São elas que me fazem acreditar e olhar para a frente. Inovar virou uma questão de sobrevivência.
De minha mãe, eu sei, herdei a calma,
os pés no chão, a luz dos candelabros.
Mas quem legou as mãos ardendo em brasa?
Quem semeou em mim esta semente,
de outono,
florescendo em dálias?
Era tão certa a casa em que vivíamos,
seu lúcido equador, as costas largas.
Sobre a toalha, o rol de cicatrizes:
à esquerda os garfos, à direita as facas,
um prato ao centro, dentro, o guardanapo.
Bonança horizontal, pompa e decoro.
Onde coloco, mãe, o desconforto, essa vontade de afiar as garras?