(Do Facebook.)
18.3.14
Sobre "envelhecer"
(...e não se tornar caricatura de si mesmo.)
"Conselho aos da minha geração.
Estamos envelhecendo. Não nos preocupemos! De que adianta, é assim mesmo. Isso é um processo natural. É uma lei do Universo conhecida como a 2ª Lei da Termodinâmica ou Lei da Entropia. Essa lei diz que: “a energia de um corpo tende a se degenerar e com isso a desordem do sistema aumenta”. Portanto, tudo que foi composto será decomposto, tudo que foi construído será destruído, tudo foi feito para acabar. Como fazemos parte do universo, essa lei também opera em nós. Com o tempo os membros se enfraquecem, os sentidos se embotam. Sendo assim, relaxe e aproveite. Parafraseando Freud: “A morte é o alvo de tudo que vive”. Se você deixar o seu carro no alto de uma montanha daqui a 10 anos ele estará todo carcomido. O mesmo acontece a nós. O conselho é: Viva. Faça apenas isso. Preocupe-se com um dia de cada vez. Como disse um dos meus amigos a sua esposa: “me use, estou acabando!”. Hilário, porém realista.
Ficar velho e cheio de rugas é natural. Não queira ser jovem novamente, você já foi. Pare de evocar lembranças de romances mortos, vai se ferir com a dor que a si próprio inflige. Já viveu essa fase, reconcilie com a sua situação e permita que o passado se torne passado. Esse é o pré-requisito da felicidade. “O passado é lenha calcinada. O futuro é o tempo que nos resta: finito, porém incerto” como já dizia Cícero.
Abra a mão daquela beleza exuberante, da memória infalível, da ausência da barriguinha, da vasta cabeleira e do alto desempenho pra não se tornar caricatura de si mesmo. Fazendo isso ganhará qualidade de vida. Querer reconquistar esse passado seria um retrocesso e o preço a ser pago será muito elevado. Serão muitas plásticas, muitos riscos e mesmo assim você verá que não ficou como outrora. A flor da idade ficou no pó da estrada. Então, para que se preocupar?! Guarde os bisturis e toca a vida.
Você sabe quem enche os consultórios dos cirurgiões plásticos? Os bonitos. Você nunca me verá por lá. Para o bonito, cada ruga que aparece é uma tragédia, para o feio ela é até bem vinda, quem sabe pode melhorar, ele ainda alimenta uma esperança. Os feios são mais felizes, mais despreocupados com a beleza, na verdade ela nunca lhes fez falta, utilizaram-se de outros atributos e recursos. Inclusive tem uns que melhoram na medida em que envelhecem. Para que se preocupar com as rugas, você demorou tanto para tê-las! Suas memórias estão salvas nelas. Não seja obcecado pelas aparências, livre-se das coisas superficiais. O negócio é zombar do corpo disforme e dos membros enfraquecidos.
Essa resistência em aceitar as leis da natureza acaba espalhando sofrimento por todos os cantos. Advém consequências desastrosas quando se busca a mocidade eterna, as infinitas paixões, os prazeres sutis e secretos, as loucas alegrias e os desenfreados prazeres. Isso se transforma numa dor que você não tem como aliviar e condena a ruína sua própria alma. Discreto, sem barulho ou alarde, aceite as imposições da natureza e viva a sua fase. Sofrer é tentar resgatar algo que deveria ter vivido e não viveu. Se não viveu na fase devida o melhor a fazer é esquecer.
A causa do sofrimento está no apego, está em querer que dure o que não foi feito para durar. É viver uma fase que não é mais sua. Tente controlar essas emoções destrutivas e os impulsos mais sombrios. Isso pode sufocar a vida e esvaziá-la de sentido. Não dê ouvidos a isso, temos a tentação de enfrentar crises sem o menor fundamento. Sua mente estará sempre em conflito se ela se sentir insegura. A vida é o que importa. Concentre-se nisso. A sabedoria consiste em aceitar nossos limites.
Você não tem de experimentar todas as coisas, passar por todas as estradas e conhecer todas as cidades. Isso é loucura, é exagero. Faça o que pode ser feito com o que está disponível. Quer um conselho? Esqueça. Para o seu bem, esqueça o que passou. Têm tantas coisas interessantes para se viver na fase em que está. Coisas do passado não te pertencem mais. Se você tem esposa e filhos experimente vivenciar algo que ainda não viveram juntos, faça a festa, celebre a vida, agora você tem mais tempo, aproveite essa disponibilidade e desfrute. Aceitando ou não o processo vai continuar. Assuma viver com dignidade e nobreza a partir de agora. Nada nos pertence.
Tive um aluno com 60 anos de idade que nunca havia saído de Belo Horizonte. Não posso dizer que pelo fato de conhecer grande parte do Brasil sou mais feliz que ele. Muito pelo contrário, parecia exatamente o oposto. O que importa é o que está dentro de nós, a velha máxima continua atual como nunca: “quem tem muito dentro precisa ter pouco fora”.
Esse é o segredo de uma boa vida."
"Conselho aos da minha geração.
Estamos envelhecendo. Não nos preocupemos! De que adianta, é assim mesmo. Isso é um processo natural. É uma lei do Universo conhecida como a 2ª Lei da Termodinâmica ou Lei da Entropia. Essa lei diz que: “a energia de um corpo tende a se degenerar e com isso a desordem do sistema aumenta”. Portanto, tudo que foi composto será decomposto, tudo que foi construído será destruído, tudo foi feito para acabar. Como fazemos parte do universo, essa lei também opera em nós. Com o tempo os membros se enfraquecem, os sentidos se embotam. Sendo assim, relaxe e aproveite. Parafraseando Freud: “A morte é o alvo de tudo que vive”. Se você deixar o seu carro no alto de uma montanha daqui a 10 anos ele estará todo carcomido. O mesmo acontece a nós. O conselho é: Viva. Faça apenas isso. Preocupe-se com um dia de cada vez. Como disse um dos meus amigos a sua esposa: “me use, estou acabando!”. Hilário, porém realista.
Ficar velho e cheio de rugas é natural. Não queira ser jovem novamente, você já foi. Pare de evocar lembranças de romances mortos, vai se ferir com a dor que a si próprio inflige. Já viveu essa fase, reconcilie com a sua situação e permita que o passado se torne passado. Esse é o pré-requisito da felicidade. “O passado é lenha calcinada. O futuro é o tempo que nos resta: finito, porém incerto” como já dizia Cícero.
Abra a mão daquela beleza exuberante, da memória infalível, da ausência da barriguinha, da vasta cabeleira e do alto desempenho pra não se tornar caricatura de si mesmo. Fazendo isso ganhará qualidade de vida. Querer reconquistar esse passado seria um retrocesso e o preço a ser pago será muito elevado. Serão muitas plásticas, muitos riscos e mesmo assim você verá que não ficou como outrora. A flor da idade ficou no pó da estrada. Então, para que se preocupar?! Guarde os bisturis e toca a vida.
Você sabe quem enche os consultórios dos cirurgiões plásticos? Os bonitos. Você nunca me verá por lá. Para o bonito, cada ruga que aparece é uma tragédia, para o feio ela é até bem vinda, quem sabe pode melhorar, ele ainda alimenta uma esperança. Os feios são mais felizes, mais despreocupados com a beleza, na verdade ela nunca lhes fez falta, utilizaram-se de outros atributos e recursos. Inclusive tem uns que melhoram na medida em que envelhecem. Para que se preocupar com as rugas, você demorou tanto para tê-las! Suas memórias estão salvas nelas. Não seja obcecado pelas aparências, livre-se das coisas superficiais. O negócio é zombar do corpo disforme e dos membros enfraquecidos.
Essa resistência em aceitar as leis da natureza acaba espalhando sofrimento por todos os cantos. Advém consequências desastrosas quando se busca a mocidade eterna, as infinitas paixões, os prazeres sutis e secretos, as loucas alegrias e os desenfreados prazeres. Isso se transforma numa dor que você não tem como aliviar e condena a ruína sua própria alma. Discreto, sem barulho ou alarde, aceite as imposições da natureza e viva a sua fase. Sofrer é tentar resgatar algo que deveria ter vivido e não viveu. Se não viveu na fase devida o melhor a fazer é esquecer.
A causa do sofrimento está no apego, está em querer que dure o que não foi feito para durar. É viver uma fase que não é mais sua. Tente controlar essas emoções destrutivas e os impulsos mais sombrios. Isso pode sufocar a vida e esvaziá-la de sentido. Não dê ouvidos a isso, temos a tentação de enfrentar crises sem o menor fundamento. Sua mente estará sempre em conflito se ela se sentir insegura. A vida é o que importa. Concentre-se nisso. A sabedoria consiste em aceitar nossos limites.
Você não tem de experimentar todas as coisas, passar por todas as estradas e conhecer todas as cidades. Isso é loucura, é exagero. Faça o que pode ser feito com o que está disponível. Quer um conselho? Esqueça. Para o seu bem, esqueça o que passou. Têm tantas coisas interessantes para se viver na fase em que está. Coisas do passado não te pertencem mais. Se você tem esposa e filhos experimente vivenciar algo que ainda não viveram juntos, faça a festa, celebre a vida, agora você tem mais tempo, aproveite essa disponibilidade e desfrute. Aceitando ou não o processo vai continuar. Assuma viver com dignidade e nobreza a partir de agora. Nada nos pertence.
Tive um aluno com 60 anos de idade que nunca havia saído de Belo Horizonte. Não posso dizer que pelo fato de conhecer grande parte do Brasil sou mais feliz que ele. Muito pelo contrário, parecia exatamente o oposto. O que importa é o que está dentro de nós, a velha máxima continua atual como nunca: “quem tem muito dentro precisa ter pouco fora”.
Esse é o segredo de uma boa vida."
Sobre "modo jovem", de viver
"Vencer a morte é um desejo humano, ainda que inconsciente. Uma utopia que nos move atrás de qualidade de vida, de cura para doenças, de antídotos para o sofrimento, de vitaminas para a beleza. São armas capazes de retardar o envelhecimento, nunca detê-lo. Envelhecer é um processo. A boa notícia é que a juventude é um estado de espírito que podemos cultivar.
"Juventude não é liberdade no sentido político. É uma emancipação do tédio, do previsível, da tradição. É atingir um potencial máximo: a habilidade de ser a pessoa que você quer ser. Trata-se da liberdade de escolher como se relacionar; de experimentar coisas novas; de cometer erros. A juventude entende que toda liberdade tem limites e que ser adaptável é a única maneira de ser livre".
Não estou sugerindo que você vista as roupas do seu filho adulto de 20 anos para brincar com sua criança de quatro, nem que cometa desatinos dos quais vá se arrepender depois. O recado é "adapte-se". Pare de fumar ou beber tanto. Pratique algum esporte, ainda que seja empinar pipas. Dê-se ao luxo de sentar no chão, por cinco minutos que seja, ao lado daquela criança para brincar de boneca. E tire partido dos sorrisos. Você, que a essa altura já deve ter assistido ao filme de animação Monstros S.A., sabe que as gargalhadas das crianças liberam muito mais energia do que os gritos e os choros. Para terminar, antes de reclamar de novo de alguma coisa, respire fundo. Respirar fundo também é um ótimo antídoto para a velhice como predisposição da alma.
A essência do comportamento jovem é ter curiosidade em relação à vida, e não perder tempo pensando no fim. De preferência, não ser tedioso e, finalmente, ser aquilo que você gostaria de ser. Tem fase melhor da vida para alcançar este objetivo do que a meia idade? Talvez hoje, mais do que nunca, vocês tenham a paz e o discernimento necessários para experimentar algo novo ou tomar decisões que mudem para melhor o rumo de suas vidas. É uma hipótese. Dêem-se o benefício da dúvida. Nossa cultura está repleta de interesses cruzados entre as gerações. Talvez, com o fim da cerimônia e a relativização de certas tradições, estejamos inaugurando uma era propensa à maior comunicação entre pessoas de idades tão diferentes.
Não inventaram nenhuma fórmula melhor para viver do que usufruir um dia depois do outro. E quando você faz tudo isso no "modo jovem", você não se torna imortal, mas você fica infinito."
"Juventude não é liberdade no sentido político. É uma emancipação do tédio, do previsível, da tradição. É atingir um potencial máximo: a habilidade de ser a pessoa que você quer ser. Trata-se da liberdade de escolher como se relacionar; de experimentar coisas novas; de cometer erros. A juventude entende que toda liberdade tem limites e que ser adaptável é a única maneira de ser livre".
Não estou sugerindo que você vista as roupas do seu filho adulto de 20 anos para brincar com sua criança de quatro, nem que cometa desatinos dos quais vá se arrepender depois. O recado é "adapte-se". Pare de fumar ou beber tanto. Pratique algum esporte, ainda que seja empinar pipas. Dê-se ao luxo de sentar no chão, por cinco minutos que seja, ao lado daquela criança para brincar de boneca. E tire partido dos sorrisos. Você, que a essa altura já deve ter assistido ao filme de animação Monstros S.A., sabe que as gargalhadas das crianças liberam muito mais energia do que os gritos e os choros. Para terminar, antes de reclamar de novo de alguma coisa, respire fundo. Respirar fundo também é um ótimo antídoto para a velhice como predisposição da alma.
A essência do comportamento jovem é ter curiosidade em relação à vida, e não perder tempo pensando no fim. De preferência, não ser tedioso e, finalmente, ser aquilo que você gostaria de ser. Tem fase melhor da vida para alcançar este objetivo do que a meia idade? Talvez hoje, mais do que nunca, vocês tenham a paz e o discernimento necessários para experimentar algo novo ou tomar decisões que mudem para melhor o rumo de suas vidas. É uma hipótese. Dêem-se o benefício da dúvida. Nossa cultura está repleta de interesses cruzados entre as gerações. Talvez, com o fim da cerimônia e a relativização de certas tradições, estejamos inaugurando uma era propensa à maior comunicação entre pessoas de idades tão diferentes.
Não inventaram nenhuma fórmula melhor para viver do que usufruir um dia depois do outro. E quando você faz tudo isso no "modo jovem", você não se torna imortal, mas você fica infinito."
Trechos de um artigo da Isabel Clemente, para a Revista Época.
"Juventude é uma emancipação do tédio, do previsível, da tradição.
É atingir um potencial máximo: a habilidade de ser a pessoa que você quer ser.
Trata-se da liberdade de escolher como se relacionar;
de experimentar coisas novas; de cometer erros.
A juventude entende que toda liberdade tem limites
e que ser adaptável é a única maneira de ser livre".
Faxina nos Mitos
Lia Luft
"Boa parte de nossa infelicidade nasce do fato de vivermos rodeados por mitos.
"Boa parte de nossa infelicidade ou aflição nasce do fato de vivermos rodeados (por vezes esmagados ou algemados) por mitos. Nem falo dos belos, grandiosos ou enigmáticos mitos da Antiguidade grega. Falo, sim, dos mitinhos bobos que inventou nosso inconsciente medroso, sempre beirando precipícios com olhos míopes e passo temeroso. Inventam-se os mitos, ou deixamos que aflorem, e construímos em cima deles a nossa desgraça.
Por exemplo, o mito da mãe-mártir. Primeiro engano: nem toda mulher nasce para ser mãe, e nem toda mãe é mártir. Muitas são algozes, aliás. Cuidado com a mãe sacrificial, a grande vítima, aquela que desnecessariamente deixa de comer ou come restos dos pratos dos filhos, ou, ainda, que acorda às 2 da manhã para fritar (cheia de rancor) um bife para o filho marmanjo que chega em casa vindo da farra. Cuidado com a mãe atarefada que nunca pára, sempre arrumando, dobrando roupas, escarafunchando armários e bolsos alheios sob o pretexto de limpar, a mãe que controla e persegue como se fosse cuidar, não importa a idade das crias. Essa mãe certamente há de cobrar com gestos, palavras, suspiros ou silêncios cada migalhinha de gentileza. Eu, que me sacrifiquei por você, agora sou abandonada, relegada, esquecida? E por aí vai...
Ou o mito do bom velhinho: nem todo velho é bom só por ser velho. Ao contrário, se não acumularmos bom humor, autocrítica, certa generosidade e cultivo de afetos vários, seremos velhos rabugentos que afastam família e amigos. Nem sempre o velho ou velha estão isolados porque os filhos não prestam ou a vida foi injusta. Muitas vezes se tornam tão ressequidos de alma, tão ralos de emoções, tão pobres de generosidade e alegria que espalham ao seu redor uma atmosfera gélida, a espantar os outros.
E o mito do homem fortão, obrigado a ser poderoso, competente, eterno provedor, quando esconde como todos nós um coração carente, uma solidão fria, a necessidade de companhia, de colo e de abraço – quando é, enfim, apenas um pobre mortal.
Falemos ainda no mito da esposa perfeita, aquela da qual alguns homens, enquanto pulam valentemente a cerca, dizem: "Minha mulher é uma santa". Sinto muito, mas nem todas são. Eu até diria que, mais vezes do que sonhamos, somos umas chatas. Sempre reclamando, cobrando, controlando, não querendo intimidades, ocupadas em limpar, cozinhar, comandar, irritar, na crença vã de que boa mulher é a que mantém a casa limpa e a roupa passada. Seria bem mais humano ter braços abertos, coração cálido, compreensão, interesse e ternura.
O mito de que a juventude é a glória demora a ruir, mas deveria. Pois jovem se deprime, se mata, adoece, sofre de perdas, angustia-se com o mercado de trabalho, as exigências familiares, a pressão social, as incertezas da própria idade. A juventude – esquecemos isso tantas vezes – é transformação por vezes difícil, com horizontes nublados e paulatina queda de ilusões. É fragilidade diante de modelos impossíveis que nos são apresentados clara ou subliminarmente o tempo todo.
Enfim, a lista seria longa, mas, se a gente começar a desmitificar algumas dessas imagens internalizadas, começaremos a ser mais sensatamente felizes. Ou, dizendo melhor: capazes de alegria com aquilo que temos e com o que podemos fazer numa vida produtiva, porque real."
11.3.14
Paraiso se mudou para lá
Final de semana movimentado, com os tres filhotinhos agitando, na volta da casa! Muito fofos e bonitinhos!
Março trouxe uma luz diferente, deixando tudo mais bonito. Tirei muitas fotos, que depois vou publicar aqui.
Ah! Fotografei, também, o penne, com um molho delicioso, que o Ricardo fez com alecrim e manjericão fresquinhos, que ganhamos do Rodrigo e da Cláudia.
Enfim.... Sabores, sons, imagens, aprendizado... Coisas que fazem com que cada dia, lá fora, seja especial...
7.3.14
Em Butiá
Para descansar do CarnaLavras, fomos para fora...
Tem coisa melhor que fazer fogo, no chao e ver a noite chegar, bem devagar? E sentir o cheirinho da carne, assando, comer ao ar livre, ouvindo os barulhinhos da noite? A-do-ro!
Acho que nasci para viver no campo! Tudo me encanta!
Tem coisa melhor que fazer fogo, no chao e ver a noite chegar, bem devagar? E sentir o cheirinho da carne, assando, comer ao ar livre, ouvindo os barulhinhos da noite? A-do-ro!
Acho que nasci para viver no campo! Tudo me encanta!
CarnaLavras 2014
Para começar, churrasco na casa do Cássio. Começou ao meio dia, so terminou de noite!
No domingo, Churrasco do VG! Carnaval Gaudério é assim!
O Ricardo foi batizado num ritual bonito, que eu adorei.
Depois virou bagunça - culpa do Pedro, claro! Muito barro!
Depois de taaanto churrasco, a Cema sugeriu (e preparou) um almoço "mais leve": na segunda-feira, feijoada!!
Quem resiste??
26.2.14
Atitudes, em março
"Estamos nos aproximando do mês-chave do ano, março, onde os impulsos e iniciativas começam a acontecer, no melhor estilo pisciano, é claro: a saturação e a pressão dos fatos ocorridos, dos sentimentos vividos e de sonhos e projetos despedaçados, nos obrigará a tomar a atitude necessária, tendo claros os porquês de nossa postura.
Ao começar março, Mercúrio entrará em movimento direto;Marte retrogradará, reforçando a necessidade de vencermos nossos dilemas internos com racionalidade;Vênus ingressará em Aquário, após quatro meses em seu signo de queda, Capricórnio;Júpiter engrena seu movimento direto, no signo de Câncer, com a lua nova já em Peixes!
E tudo isso até o dia 06!Portanto, um pouquinho de paciência e esperar pela quarta-feira de cinzas!"
(Li na página da Titê, do Facebook.)
Em tempo:
"O final de semana é de intensidade, véspera de lua nova (e o dia!) trazem grandes reviravoltas emocionais e a vontade de ação e movimento torna todos inquietos e instáveis.
Mantenha a lucidez interior para não se perder no caos dos outros!" (27/02/2013)
Sobre "TPM"
"TPMs são, na verdade, uma lente de aumento para aquilo que não vai bem.
Uma grande oportunidade para olhar de perto e bem fundo nossas feridas."
Estilo
Nem sempre sabemos qual o nosso estilo.
Vi um "exercício", uma proposta, e achei bem interessante!
Clique nesse link e descubra o seu.
Decisões
Às vezes, nossa vida está nas mãos de um juiz. Em outras, de um médico. Quando viajamos, de quem está na direção. Quando amamos, do objeto do nosso amor.
Em muitas situações, sentimos que não temos o controle, que dependemos de outras pessoas...
Só não podemos esquecer que, na maior parte do tempo, nossa vida está nas nossas próprias mãos, sob nossa responsabilidade, ao sabor das nossas escolhas...
25.2.14
Sentimento bom
Enquanto postava fotos, aqui no blog, fiquei lembrando das músicas, que ouvimos juntos, e constatei quantas coisas tenho aprendido com o Ricardo!
Passamos os dias misturando os assuntos, os sons, as paisagens e ele vai me mostrando um universo de composições e melodias, versos, rimas, expressões, peculiaridades do trabalho com o gado, costumes, tradições... Vou conhecendo lugares, onde ele viveu e trabalhou, e me encanto, me emociono...
Mais do que tudo, são experiências de uma vida inteira, que ele me ensina, com paciência e com carinho.
Afinidades sendo descobertas, sonhos compartilhados, aprendizado, mãos dadas, alegria.
Sentimento bom, de felicidade e gratidão, por tudo isso.
"O açude é um céu dentro d'água"
"O açude em águas calmas, é tudo o que o céu quiser
pois vive das suas chuvas, duma nascente qualquer.
Nas margens de grama verde, o gado pasta a planura
e mata a sede das tardes, bebendo o céu nas lonjuras."
_____________________________________________
Assista ao vídeo da música aqui.
Letra: Gujo Teixeira
Melodia: Zé Renato Daudt
Intérprete: Gustavo Teixeira
Admiro demais estes três!
Lugares por onde andamos
"O tempo nos manda o silêncio
Que o campo guarda em nós
A vivência e a experiência
Se mesclam na mesma foz."
Ricardo Haas
Butiá, final de fevereiro/2014.
18.2.14
A vida, se derramando
"Tempo do corpo este tempo, da fome
Do de dentro.
Corpo se conhecendo, lento,
Um sol de diamante alimentando o ventre,
O leite da tua carne, a minha
Fugidia.
E sobre nós este tempo futuro urdindo
Urdindo a grande teia.
Sobre nós a vida
A vida se derramando.
Cíclica.
Escorrendo."
17.2.14
Nossos dias, lá fora
Acordar cedo, olhar o sol nascer, fazer fogo no fogão à lenha, tomar chimarrão, sentir cheirinho bom de café, andar a cavalo, lidar com o gado, ajustar o relógio porque terminou o horário de verão, arrumar a casa, observar o Ricardo cozinhando e, depois, me deliciar com a comida que ele faz, rir de tudo, conversar muito, ficar de preguiça, ouvir música, namorar, ver a lua cheia iluminando a noite e "agradecer", por tudo ser tão bom...
Pitéu, Cozinhafetiva
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Uma indicação, de leitura, para começar:
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Sobre miolos indigestos e aprendizados diários"Hoje eu parei para pensar no tanto de coisa que aprendi sobre comida nos últimos… dez anos. Um aprendizado empírico, e não acadêmico. Técnico por vezes. Poucas. Sobretudo empírico e instintivo (nunca se esqueçam de deixar um espaço na receita para a intuição! nele reside imenso sentido para o ato de cozinhar).Lá atrás, depois que saí da cozinha de mamãe e comecei a me virar por mim mesma, fui descobrindo o primordial, do tipo, carne vermelha não se lava; e evoluindo para outras verdades, que se não absolutas, a mim me serviam. O lado que protege o alimento é o lado brilhante do papel alumínio; os peixes e as carnes vermelhas não carecem de alho, tampouco marinadas; óleo na água de ferver a massa não é legal, pois dificulta o molho de absorvê-la, e tantas outras coisas sobre massas e molho bolonhesa, que aprendi aqui e hoje o povo chora quando come o meu (thanx, girls!); que não se usa pastrami em molhos, pô!; que caldo industrializado não cabe em cozinhas amorosas; que “o sal (e o açúcar) é um dom”; reduzir, clarificar, evaporar, caramelizar, confitar, selar, acertar; que cada panela tem uma “personalidade” e é preciso respeitá-las; que a minha tábua é de madeira e ponto final; que na cozinha a fé é cega e a faca amolada; que tristeza e fúria não são estados de espírito para se produzir o alimento; que essência é uma coisa e fava de baunilha é OUTRA; que flor de sal não é só um nome lindo; que azeite de oliva não se frita; que frutos do mar não se cozinha; que as hortaliças duram muito mais num vaso d’água dentro da geladeira; que as verduras duram uma eternidade centrifugadas na geladeira; que o mixer e o chinois são grandes amigos; que na cozinha “o pouco com Deus é muito”; que o teflon vai embora, mas a panela fica sem que ninguém morra, necessariamente, disso; que a vaidade não faz comida boa (para a alma); que a semente da malagueta pode envenenar; que a panela precisa estar muito quente para o milagre do flambar; o cálculo preciso da quantidade que evita desperdícios e excessos; a harmonia dos contrastes de cores e textutas em detrimento da monotonia; a saúde que anda sim de mãos dadas com o mais saboroso dos pratos; o feitiço de provocar os sentidos alheios… e tanto, mas tanto mais, que dez anos de amor roxo-repolho não caberiam neste parágrafo.
Mas tudo isso para falar de duas coisas que dividiram águas na minha cozinha: clarificar a manteiga, e subtrair o miolo do alho, vilão responsável pelo gosto e aroma deveras acentuado, para muitos indigesto, e que uma vez retirado, vai proporcionar apenas a fina-flor do prazer do alho.E eu não sei de nada, ou melhor, muito pouco ainda."
Mosquiteiros
"Mosquitos são um problema comum em lugares quentes e úmidos, como onde eu vivo. Mais frequentes em outras regiões do país nessa época do calor. Cansada de me besuntar e espirrar venenos ineficazes por todos os lados, e como também não gosto de viver sob o ar-condicionado, essa alternativa mostrou-se perfeita contra os insuportáveis insetos e totalmente a favor do meu conforto."
11.2.14
Lassi
Faz algum tempo que descobri esta bebida indiana, feita com iogurte, água (ou leite) e especiarias (canela, cravo, erva doce, noz moscada, gengibre, cardamomo...).
Sempre faço, adaptando ao que tenho em casa. Misturo frutas, sucos e muito gelo!
Refresca, hidrata, e eu adoro!
Nunca lembro de fotografar, então copei as fotos, que estão com os respectivos links e algumas receitas inspiradoras:
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